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Histórico A Faculdade Fidelis tem uma longa história. Com a Reforma do século XVI, a Bíblia retomou sua posição de autoridade máxima da fé e prática, reposicionou-se a justificação pela fé e o sacerdócio de todos os crentes. Com essa postura, estabelecendo congregações livres, fazendo discípulos dedicados e batizados após a confissão de fé em Jesus, Menno Simons, ex-sacerdote católico holandês, uniu-se aos anabatistas holandeses em 1536 e durante 25 anos pastoreou as igrejas espalhadas pelo Noroeste da Alemanha e Holanda. De seu nome vem a expressão menonitas.
A saga menonita, desde então - entre trabalhos incansáveis que os transformaram em agricultores de comunidades bem-sucedidas, educadores invejáveis, e homens de grande fé – submeteu-os a perseguições políticas e religiosas. Em meados do século XVI, foram obrigados a refugiar-se na Prússia. Em fins do século XVIII, rumaram para a Rússia: agricultores-modelo, contribuíram decididamente para o desenvolvimento do Continente. Com a 1ª Grande Guerra, em 1914, e a Revolução Bolchevique, em 1917, mais uma vez perseguidos, muitos mortos ou condenados a trabalhos forçados nos campos gelados da Sibéria, os menonitas ganham o mundo, atravessando penosamente o portão vermelho que os levava à Alemanha e à libertação do inferno russo. Eram, na época, uma comunidade de mais de 100 mil membros, desde o Sul da Rússia até a fronteira com a China.
Rumo ao ocidente, em fevereiro de 1930, o navio Monte Olívia trouxe ao Brasil os primeiros menonitas, 30 famílias, que estabeleceram-se em Santa Catarina, no Vale do Krauel, a oeste do município de Ibirama. Por volta de 1934, grande parte destes imigrantes partiram para Curitiba, no Paraná, onde os campos abertos e planos, contrastando com a região montanhosa que habitavam em Santa Catarina, permitiam o uso do arado e a criação de gado. Mais uma vez, religião, trabalho e educação faziam brotar o progresso na comunidade, ainda que recomeçando sua vida incansavelmente. Hoje as comunidades menonitas da América Latina estão principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e no Paraguai. Mas também há grandes comunidades menonitas no Canadá e Estados Unidos.
Já estabelecidos no Brasil, em Curitiba, fundaram simultaneamente, em 1961, dois institutos bíblicos, o IBP (Instituto Bíblico Paranaense) e o ITE (Instituto Teológico Evangélico): o primeiro, em língua portuguesa e o segundo, em língua alemã. Em 1972, ocorreu a fusão dos dois institutos bíblicos para formar o ISBIM (Instituto e Seminário Bíblico Irmãos Menonitas).
Diante do novo contexto brasileiro, o conselho do ISBIM iniciou o diálogo com outras denominações visando elevar o seminário para o nível de faculdade. Assim uniram-se a Associação das Igrejas Menonitas do Brasil (AIMB), a Associação Evangélica Menonita (AEM), a Convenção das Igrejas Evangélicas Livres do Brasil (CIELB), a Convenção das Igrejas Irmãos Menonitas do Brasil (COBIM), e a Fundação Educacional Menonita (FEM), para criar a Faculdade Fidelis. No final de 2004 recebemos a autorização de funcionamento do curso de Bacharel em Teologia, em 2010 recebemos reconhecimento do MEC.
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