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Artigos escritos pelo diretor da Fidelis: Dr. Arthur W. Dück

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1 Documentos Institucionais
Atualizado: 01 Fev 2012

 

Veja abaixo:

 

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.

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01 Fev 2012 Marketing Fidelis
2 PROTOCOLO DE COMPROMISSO
Atualizado: 30 Jan 2012

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE REGULAÇÃO E SUPERVISÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR

 

PROTOCOLO DE COMPROMISSO

PROTOCOLO DE COMPROMISSO QUE A FACULDADE FIDELIS, MANTIDA PELA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MENONITA E REPRESENTADA PELO DIRIGENTE PRINCIPAL ARTHUR WESLEY DÜCK APRESENTA PERANTE A SECRETARIA DE REGULAÇÃO E SUPERVISÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO EM RAZÃO DA ATRIBUIÇÃO DE CONCEITO INSTITUCIONAL INSUFICIENTE (CI < 3) NO PROCESSO DE RECREDENCIAMENTO – PROCESSO E-MEC Nº 200807506 E OBJETIVANDO A EXECUÇÃO DE AÇÕES DE MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE OFERTA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, BEM COMO DO SANEAMENTO DE DEFICIÊNCIAS.

1. DO OBJETO:

Este Protocolo de Compromisso tem por objeto o estabelecimento das ações que visem à melhoria das condições gerais de oferta de educação superior, bem como o saneamento de deficiências identificadas em face da Faculdade Fidelis, mantida pela Fundação Educacional Menonita e com sede na Rua Danilo Gomes, 834, no bairro do Boqueirão, município de Curitiba - PR, o qual tem previsão no ordenamento legal vigente nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei Nº 9.394 de 1996, Lei do Sistema Nacional da Avaliação da Educação Superior (SINAES), Lei 10.861 de 2004 e regulamentos infralegais correlatos.

 

2. DIAGNÓSTICO OBJETIVO DA AVALIAÇÃO DA INSTITUIÇÃO:

A assinatura do presente Protocolo de Compromisso justifica-se pelo resultado insuficiente na avaliação da Instituição de Educação Superior configurado no Relatório de Avaliação nº 80558 da Comissão de avaliação institucional in loco designada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), do resultado insuficiente no Índice Geral de Cursos (IGC), bem como da análise realizada pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior na fase de Parecer Final do Processo de recredenciamento da instituição – Processo e-MEC nº 200807506.

 

3. DOS COMPROMISSOS:

A Faculdade Fidelis, doravante denominada apenas IES, assume o compromisso de realizar as seguintes as ações de melhorias, nos prazos definidos neste Protocolo de Compromisso:

 

OBRIGAÇÕES COMUNS A TODAS IES

 

Ação 1: Constituir, na forma do art. 60 do Decreto nº 5.773/2006, Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso (CAPC) que seja composta obrigatoriamente por, pelo menos 1 (um), representante da Comissão Própria de Avaliação (CPA), dos discentes, dos docentes e dos técnico-administrativos, escolhido preferencialmente por escolha direta pelos pares;

Prazo: Até 10 (dez) dias;

 

Ação 2: A Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso (CAPC) deverá elaborar, trimestralmente, relatório de acompanhamento de forma objetiva e esquematizada com a indicação do cumprimento das ações e metas previstas neste Protocolo de Compromisso, com as análises críticas, justificativas e reajustes realizados para a correção das ações para o cronograma inicialmente ajustado, considerando que não haverá prorrogação de prazos. O relatório deverá ser anexado pela IES, eletronicamente, ao processo de recredenciamento no sistema e-MEC;

Prazo: A cada 03 (três) meses, a partir da data de assinatura deste Protocolo de Compromisso;

 

Ação 3: Realizar eventos de divulgação dos relatórios da CAPC, que serão enviados ao MEC, visando à discussão sobre a concretização das ações do presente Protocolo de Compromisso, com ampla divulgação junto à comunidade acadêmica, garantindo-se a participação dos segmentos dos discentes, dos docentes e dos técnico-administrativos;

Prazo: A cada 03 (três) meses, a partir da data de assinatura deste Protocolo de Compromisso;

 

Ação 4: Realizar pesquisa sobre contexto local/regional em que está inserida, identificando necessariamente principais atividades educacionais, econômicas e sociais desenvolvidas, carências de formação profissional existentes, oportunidades de convênios com entidades públicas e privadas do município e região, oportunidades de utilização de ambiente da IES pela comunidade em que a mesma está inserida, grupos de pessoas que são potenciais usuários dos serviços da IES, seja como estudantes ou participantes em projetos, e espaços externos para desenvolvimento de projetos de extensão e de iniciação científica, de forma a fomentar e instruir as demais ações que compõem o presente Protocolo de Compromisso;

Prazo: Até 30 (trinta) dias;

 

Ação 5: (Re)estruturar/(re)elaborar instrumentos normativos e demais documentos de organização administrativa e acadêmica da IES (Estatuto, Regimento Interno, Manual de Utilização da Biblioteca ou equivalente, Manual de Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso ou equivalente, etc), cujas disposições tenham impacto em razão das demais ações previstas no presente Protocolo de Compromisso, respeitando a mesma metodologia a ser utilizada em relação à reestruturação/reelaboração do PDI.

Como comprovação das ações correlatas de (re)estruturação/(re)elaboração instrumentos normativos e demais documentos de organização administrativa e acadêmica da IES, a Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso (CAPC) deverá, no último relatório a ser postado no sistema e-MEC, incluir as seguintes informações:

a) descritivas da metodologia utilizada;

b) sobre a apresentação de registros descritivos do desenvolvimento do cronograma de reestruturação/reelaboração dos instrumentos normativos e demais documentos;

c) síntese das atas de reuniões realizadas para esse fim;

d) outros que a IES considerar pertinentes.

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

DIMENSÃO 1 A Missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI

Ação 6: Reestruturar/reelaborar o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) de vigência plurianual, de modo a considerar a reconfiguração institucional para atuação na educação superior com padrão satisfatório de qualidade e que as proposições constantes sejam exequíveis, tendo em vista o atual quadro da IES e sua atuação futura. O documento do PDI deverá prever as funções, os órgãos e os sistemas de administração/gestão adequados ao funcionamento dos cursos e das demais ações existentes, e à efetiva implantação das ações institucionais e dos cursos previstos, observada a redação do art. 16 do Decreto nº 5.773/2006, além das dimensões de avaliação previstas na Lei do SINAES.

Para a reestruturação e reelaboração do PDI, a IES deve observar o envolvimento, de forma participativa, de representantes dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica e da CAPC, a partir da discussão e da confrontação dos seguintes elementos:

                                                       i.            resultados das avaliações in loco realizadas pelo INEP;

                                                     ii.            resultados da auto-avaliação realizada pela CPA da IES;

                                                   iii.            ações previstas neste Protocolo de Compromisso;

                                                   iv.            insumos que compõem os cálculos de CPC e IGC da IES;

                                                     v.            consideração, no processo de definição da missão institucional, a história e a cultura da localidade em que se insere a IES;

                                                   vi.            estabelecimento e explicitação dos vínculos entre a organização didático-pedagógica, a missão institucional e o contexto social em que a IES se insere; e

                                                 vii.            outros elementos pertinentes.

Como comprovação das ações correlatas de reestruturação/reelaboração do PDI, a Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso (CAPC) deverá, no primeiro relatório a ser postado no sistema e-MEC, incluir as seguintes informações:

a) descritivas da metodologia de reestruturação/reelaboração do PDI;

b) sobre a apresentação de registros descritivos do desenvolvimento do cronograma de reestruturação/reelaboração do PDI;

c) síntese das atas de reuniões realizadas para esse fim;

d) outros que a IES considerar pertinentes.

Prazo: Até 03 (três) meses;

 

DIMENSÃO 2Política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão e as respectivas formas de operacionalização, incluídos os procedimentos para estímulo à produção acadêmica, para as bolsas de pesquisa, de monitoria e demais modalidades

 

Ação 7: Observar a interdependência entre o ensino, a pesquisa e extensão, em função de sua categoria administrativa, garantindo que o processo de reestruturação/reelaboração do PDI repercuta na previsão expressa das ações correlatas que serão implementadas, que deverão ser cumpridas formal e plenamente pelo período em que o Protocolo de Compromisso tiver vigência e ser incorporada nas práticas rotineiras institucionais e dos cursos;

Prazo: Até 01 (um) ano, observado o prazo da Ação 5;

 

Ação 8: Reformular Projetos Pedagógicos dos cursos ofertados, de forma a garantir a organização do projeto pedagógico em sintonia com os projetos oficiais da Instituição de Educação Superior e o contexto local, com atendimento integral às Diretrizes Curriculares Nacionais de cada um dos cursos, objetivando a melhorias desses cursos de graduação em oferta, de modo a garantir naqueles cursos que já tiveram Conceito de Curso atribuído no bojo de processo de reconhecimento ou renovação de reconhecimento, pelo menos, conceito 3 (três) nos indicadores do instrumento de avaliação de cursos do INEP que recebeu conceito insuficiente quando da atribuição do Conceito de Curso

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 9: Implementar em todos os cursos de graduação, pelo menos, 2 (dois) programas, teóricos e práticos, de formação permanente, integrados à proposta curricular, visando à iniciação científica, os quais deverão ser inseridos no Projeto Pedagógico do Curso e Grade Curricular, se for o caso;

Prazo: Até 04 (quatro) meses;

 

Ação 10: Implementar novos convênios para projetos interdisciplinares /estágio curricular/outros, de modo a proporcionar a aplicação dos conhecimentos adquiridos nos diferentes cursos de graduação, com, no mínimo, 4 (quatro) novos convênios com entidades públicas ou privadas. No caso da IES ofertar cursos de licenciatura, pelo menos 01 (um) dos referidos convênios deverá envolver escolas públicas inseridas no contexto de influência da IES. No caso da IES ofertar cursos na área de saúde, pelo menos 01 (um) dos convênios deverá envolver hospitais, postos de saúde e outros espaços similares de atendimento à população no contexto de influência da IES;

Prazo: Até 06 (seis) meses;

 

Ação 11 (Se a IES ofertar cursos de Licenciatura): Realizar ações em parceria com as Secretarias Estadual e Municipal de Educação, envolvendo diretamente as escolas públicas da região onde está inserida, de forma a elaborar e implementar junto àquelas, na proporção de 02 (duas) atividades anuais para cada curso de licenciatura ofertado, projetos de trabalho, cursos e/ou oficinas abordando, entre outros, os seguintes temas: revitalização e/ou criação de bibliotecas e brinquedotecas, incentivo à prática de esportes, preservação ambiental, preservação do patrimônio artístico e cultural, contador de histórias e incentivo à leitura;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 12: Realizar avaliação diagnóstica sobre as principais carências/deficiências acadêmicas apresentadas pelos estudantes da IES, com enfoque especial nos ingressantes, em relação à formação básica, formações específicas para os cursos de graduação, licenciatura e tecnológico, entre outros, garantindo dados gerais do corpo discente e específicos do grupo de estudantes de cada um dos cursos ofertados;

Prazo: 02 (dois) meses;

 

Ação 13: A partir do diagnóstico decorrente da Ação 12 e de acordo com os resultados do mesmo, (re)organizar, implementar – ou reestruturar se já existente – e executar, gratuitamente ao discente, programas de nivelamento gerais (Língua Portuguesa, Compreensão de Texto, Matemática, Informática, entre outros) e específicos (conteúdos relacionados a determinado curso) que sejam permanentes e disponíveis a todos os estudantes matriculados na Instituição de Educação Superior, privilegiando-se a utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e ferramentas de educação à distância, bem como atendimento dos estudantes por monitorias/tutorias;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 14: Implementar programas de monitorias/tutorias visando ao atendimento especializado dos estudantes, garantindo, pelo menos, um programa por semestre em cada um dos cursos de graduação, considerada a organização da grade curricular, privilegiando-se o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e ferramentas de educação à distância, mas com a realização de encontros presenciais;

Prazo: Até 03 (três) meses;

 

Ação 15: Inserir metodologias de avaliação com princípios semelhantes aos do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (ENADE), focadas em habilidades e competências e de abordagem interdisciplinar, no momento da reelaboração do PDI e da reformulação das normas internas que disciplinam o processo de avaliação dos discentes para os fins de promoção nos estudos, adotado pela instituição, com eventual reformulação dos Projetos Pedagógicos de Curso dos cursos ofertados;

Prazo: Até 06 (seis) meses;

 

Ação 16: Realizar 4 (quatro) oficinas com os estudantes de cada um de seus cursos sobre o ENADE, com explicitação do sistema de avaliação utilizado e com a apresentação da dinâmica do Exame, buscando a participação dos alunos matriculados privilegiando-se o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e ferramentas de educação à distância;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

 

DIMENSÃO 3A responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural

 

Ação 17: Divulgar em seu sítio eletrônico os cursos superiores por ela ofertados e os projetos por ela desenvolvidos, com destaque especial para as atividades de extensão, que tenham como público alvo principal a comunidade pertencente ao município e região em que a Instituição está inserida, principalmente potenciais estudantes;

Prazo: Até 1 (um) ano;

 

Ação 18: Planejar, executar e ofertar, em parceria com os órgãos públicos locais, 03 (três) projetos (ou oficinas) com vistas à defesa do meio ambiente, do patrimônio cultural, da produção artística, saúde bucal, prevenção de DST, revitalização de parques e áreas de lazer, entre outros, em abordagem interdisciplinar dos diferentes cursos da IES, a partir da pesquisa desenvolvida na Ação 4 e das diretrizes do novo PDI;  

Prazo: Até 01 (um) ano;

DIMENSÃO 4Comunicação com a sociedade

Ação 19: Desenvolver, implementar e atualizar página eletrônica da IES na Internet com acesso público, que deverá necessariamente conter o novo PDI e demais documentos de planejamento institucional, cópia do presente Protocolo de Compromisso, últimos indicadores de qualidade institucionais atribuídos (Índice Geral de Cursos e Conceito Institucional), os cursos de graduação ofertados com a indicação de último ato autorizativo publicado e últimos indicadores de qualidade divulgados (conceito ENADE, Conceito Preliminar de Curso e Conceito de Curso), link para a página eletrônica do cadastro e-MEC (http://emec.mec.gov.br), os documentos referidos no art. 32, § 2º, da Portaria Normativa MEC nº 40/2007, relatos e documentos acadêmicos decorrentes de atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela IES, entre outras informações e dados que a instituição entender pertinentes;

Prazo: até 03 (três) meses;

 

Ação 20: Disponibilizar na Secretaria Acadêmica e na Sala de Professores os documentos referidos na Ação 19 em versão impressa

Prazo: Até 03 (três) meses;

 

Ação 21: Desenvolver, implementar e atualizar Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e outras ferramentas de tecnologias de informação e comunicação, divulgação de acervo virtual, comunicação facilitada entre os segmentos da comunidade acadêmica, divulgação de produção acadêmica decorrente de projetos de iniciação científica e pesquisa (revista ou boletim eletrônico), entre outros;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 22: Garantir espaço mensal, junto aos órgãos de imprensa do município ou região na qual a IES está inserida, para divulgação de projetos institucionais ou para que docentes e discentes publiquem artigos ou informes sobre conteúdos dos cursos ofertados pela instituição; ou organizar e publicar informe próprio com mesmo conteúdo;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

DIMENSÃO 5 As políticas de pessoal, de carreira do corpo docente e corpo técnico administrativo, seu aperfeiçoamento, seu desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho com as políticas firmadas em documentos oficiais

 

Ação 23: Definir claramente no Plano de Desenvolvimento Institucional e divulgar amplamente ao corpo docente e técnico-administrativo as políticas de pessoal, carreira, aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional do corpo docente e técnico-administrativo, por meio do sistema acadêmico e espaço de divulgação disposto na sala dos professores, comprovando a notificação dos interessados por meio de Ata de Reunião para tratar do referido tema e entrega documento explicativo, assinada pelos docentes e técnico-administrativos;

Prazo: Até 02 (dois) meses;

 

Ação 24: Manter regime de contratação do corpo docente e corpo técnico-administrativo mediante vínculo empregatício, de acordo com as normas trabalhistas vigentes;

Prazo: Até 02 (dois) meses;

 

Ação 25: Implementar Plano de Carreira do corpo docente homologado (OU protocolado no MTE) por órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos disponíveis (comprovar ao final por meio de cópia do Comprovante de Pagamento do último mês dos docentes);

Prazo: Até 1 (um) ano;

 

Ação 26: Implementar Plano de Cargos e Salários do corpo técnico-administrativo homologado por órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos disponíveis (comprovar ao final por meio de cópia do Comprovante de Pagamento do último mês do corpo técnico-administrativo);

Prazo: Até 1 (um) ano;

 

Ação 27: Orientar todos os profissionais envolvidos com a IES da necessidade de criar os respectivos currículos na Plataforma Lattes (sítio eletrônico do CNPq), tendo em vista se tratar de padrão nacional do registro da vida pregressa e atual dos estudantes, docentes e pesquisadores do país;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 28: Ajustar e manter corpo docente com, no mínimo, pós-graduação lato sensu, de acordo com o disposto no art. 66 da Lei nº 9.394/1996, sendo que pelo menos 35% (trinta e cinco por cento) possua 03 (três) anos de experiência em docência (comprovar ao final por meio de cópias de Contrato de Trabalho/ Carteira de Trabalho e Diploma de integralização de curso de pós-graduação lato sensu);

Prazo: Até 1 (um) ano;

 

Ação 29: (se a IES possuir prerrogativas de autonomia - Universidades e Centros Universitários): Ajustar e manter, corpo docente com, no mínimo, formação em nível de pós-graduação lato sensu, sendo que 70% (setenta por cento) deve possuir 03 (três) anos de experiência em docência e 1/3 (um terço) deve possuir, no mínimo, pós-graduação stricto sensu, de acordo com o disposto nos arts. 52 e 66 da Lei nº 9.394/1996 e no art. 1º do Decreto nº 5.786/2006 (comprovar ao final por meio de cópias de Contrato de Trabalho/ Carteira de Trabalho e Diploma de integralização de curso de pós-graduação lato sensu);

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 30: (se a IES for Universidade): Ajustar e manter, no mínimo, 1/3 (um terço) do corpo docente com regime de dedicação integral, ou seja, docentes que prestam 40 (quarenta) horas semanais de trabalho naquela Unidade ou campus analisado, reservado o tempo de, pelo menos, 20 (vinte) horas semanais para estudos, pesquisa, trabalhos de extensão, planejamento e avaliação, de acordo com o disposto no art. 52 da Lei nº 9.394/1996.

Prazo: Até 01 (um) ano;

.

 

Ação 31: (Se a organização da IES estiver estruturada em multi-unidades ou multi-camp): Apresentar tabela, no primeiro relatório trimestral, com os dados de todos os docentes, com vinculação às Unidades e ao regime de trabalho;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 32: (se a IES for um Centro Universitário): Ajustar e manter, no mínimo 1/5 (um quinto) do corpo docente com regime de dedicação integral, ou seja, docentes que prestam 40 (quarenta) horas semanais de trabalho naquela Unidade ou campus analisado, reservado o tempo de, pelo menos, 20 (vinte) horas semanais para estudos, pesquisa, trabalhos de extensão, planejamento e avaliação, de acordo com o disposto no art. 1º do Decreto nº 5.786/2006 (comprovar ao final por meio de cópias de Contrato de Trabalho/ Carteira de Trabalho do corpo docente da IES);

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 33 (se a IES for uma Faculdade): Ajustar e manter, no mínimo 1/3 (um terço) do corpo docente com regime de dedicação integral – ou seja, docentes que prestam 40 (quarenta) horas semanais de trabalho naquela Unidade ou campus analisado, reservado o tempo de, pelo menos, 20 (vinte) horas semanais para estudos, pesquisa, trabalhos de extensão, planejamento e avaliação – ou parcial – ou seja, docentes que prestam pelo menos 12 (doze) horas semanais de trabalho naquela Unidade ou campus analisado, reservado, pelo menos, 25% do tempo para estudos, gestão, extensão, planejamento, avaliação e orientação de alunos –, sendo que dessa proporção de 1/3 (um terço), pelo menos 50% dos docentes deve possuir pós-graduação stricto sensu (comprovar ao final por meio de cópias de Contrato de Trabalho/ Carteira de Trabalho do corpo docente da IES);

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 34 (se a IES for credenciada para oferta de educação superior na modalidade à distância): Ajustar e manter corpo de tutores presenciais e a distância com, no mínimo, graduação na área objeto da tutoria;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 35: Ajustar e manter relação alunos/docente de, no máximo, 30/1 (trinta alunos para cada docente equivalente 40h), por curso, considerando como base o número de docentes em tempo integral e calculando os demais por equivalência;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 36: Realizar, por meio da coordenação de curso, o acompanhamento mensal com registro em ata específica, das atividades desenvolvidas pelo corpo docente e técnico administrativo, garantindo o cumprimento dos docentes em regime de dedicação parcial e integral às atividades extra-classe, o que deverá ser comprovado ao final por meio de envio de cópia das folhas de ponto ou outro sistema de acompanhamento de freqüência, subdividido, no mínimo, em atividades em sala de aula e extra-classe, com a descrição dessas últimas atividades;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 37: Manter corpo docente em número necessário para que cada docente fique responsável por, no máximo, 04 (quatro) disciplinas simultaneamente, o que deverá ser comprovado no último relatório trimestral encaminhado por meio de cópia da relação de docentes e das disciplinas ofertadas por cada um deles;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 38: Apresentar Plano de Substituição Eventual de Docentes, no qual conte expressamente que o docente ou tutor substituto possui qualificação e regime de dedicação equivalente ao substituído;

Prazo: Até 03 (três) meses;

 

Ação 39: Ajustar e manter, em cada curso, coordenador com graduação e titulação acadêmica obtida em programas de pós-graduação stricto sensu na área do curso; experiência de magistério superior de 05 (cinco) anos; de gestão acadêmica de 02 (dois) anos e com dedicação de, pelo menos, 20 (vinte) horas semanais à condução do curso;

Prazo: Até 03 (três) meses;

 

Ação 40: Ajustar e manter, em cada curso, Núcleo Docente Estruturante em que 60% (sessenta por cento) dos professores possuam titulação acadêmica obtida em programas de pós-graduação stricto sensu e, destes, 50% (cinqüenta por cento) tenham título de Doutor. Preferencialmente, 40% (quarenta por cento) dos docentes que compõem o NDE estejam em exercício profissional na IES desde o último ato regulatório de cada um dos cursos;

Prazo: Até 04 (quatro) meses;

 

Ação 41: Promover a capacitação do corpo docente e de tutores (presenciais e a distância – se a IES for credenciada para EAD) por meio da realização, semestral, de, pelo menos, um programa ou curso que vise ao aprofundamento em questões acadêmicas, didáticas e da área de conhecimento das disciplinas ministradas, especialmente com a abordagem de aspectos de avaliação (Ação 59), SINAES e demais ações correlatas deste instrumento, preservando, para comprovação da atividade, cópia do material de divulgação e da lista de presença dos eventos;

Prazo: Até 01 (um) ano;

Ação 42: Promover a capacitação do corpo técnico-administrativo por meio da realização semestral de pelo menos um programa ou curso que vise ao aprofundamento em questões administrativas, organizacionais e financeiras, preservando, para comprovação da atividade, cópia do material de divulgação e do controle de participação dos eventos;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 43: Promover a capacitação do corpo docente, de tutores, se for o caso, e técnico-administrativo por meio da realização semestral de pelo menos um programa ou curso para cada grupo que vise ao aprofundamento em questões de participação no processo de auto-avaliação institucional e discussão de métodos avaliativos utilizados pela IES, preservando, para comprovação da atividade, cópia do material de divulgação e do controle de participação dos eventos;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 44: Incentivar uso de ferramentas de educação à distância e TICs, com a utilização do AVA, nas capacitações dos quadros de funcionários da IES de forma que um dos programas ou cursos anuais realizados para cada grupo (docente/técnico-administrativo/tutor) na forma das Ações relativas à Dimensão 5 do Instrumento de Avaliação Institucional seja realizada por meio de plataforma virtual própria da IES, preservando, para comprovação da atividade, cópia do material de divulgação e do controle de participação dos eventos;

Prazo: Até 01 (um) ano;

DIMENSÃO 6Criação de oportunidades de participação regular dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica: dirigentes, docentes, discentes e servidores técnico-administrativos, especialmente no funcionamento dos colegiados e na participação nos processos decisórios, com o propósito de consolidar uma forma democrática de gestão.

Ação 45: Respeitadas suas características específicas, deverá adotar estruturas colegiadas em pelo menos três instâncias, com equivalência a (i) Conselho Superior; (ii) Colegiado de Curso (um para cada curso); e (iii) Entidade de Representação estudantil. Cada uma destas estruturas deverá contar com a participação de, pelo menos, um representante de cada segmento (discente, docente e técnico-administrativo). Os Órgãos Colegiados deverão ter sua existência prevista de maneira expressa no PDI e nos documentos normativos da IES (Estatuto/Regimento), em termos de sua composição, atribuições, duração de mandato dos integrantes e periodicidade das reuniões. A participação de discentes e de pessoal técnico administrativo nos órgãos colegiados deverá fazer-se, preferencialmente, a partir de eleição realizada entre os pares; deverá haver a comunicação entre as instâncias colegiadas, de modo que as demandas e propostas dos estudantes elaboradas na sua entidade de representação e no colegiado de curso sejam devidamente consideradas no órgão colegiado superior (comprovar ao final por meio de apresentação de calendário e das respectivas atas de reuniões);

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

DIMENSÃO 7 - Infraestrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca, recursos de informação e comunicação

Ação 46: Garantir o funcionamento em local apropriado, com a apresentação de documentação comprobatória da regularidade/legalidade relativa à utilização do espaço da IES, listada abaixo:

                                                        i.            documento atualizado em nome da mantenedora que comprove a disponibilidade do imóvel, que pode ser uma Certidão de imóvel devidamente assinada, nomeada e registrada em cartório de registros de imóveis- no caso em que a IES é a proprietária do imóvel;

                                                      ii.            contrato de locação, contrato de cessão, contrato de comodato ou análogo, no caso em que a Mantenedora da IES utiliza imóveis de terceiros,  constando o endereço de funcionamento da IES em questão, de maneira clara e completa , dentro da data de validade (ano corrente), com seus devidos registros e assinaturas, de maneira totalmente legível. Caso haja necessidade de complementação ou esclarecimento sobre alteração e atualização de nome de logradouro, apresentar Certidão emitida pela prefeitura para o atendimento do Art. 30 do Decreto 5773/2006, com prazo de vigência de, pelo menos, 05 (cinco) anos;

                                                    iii.            alvará de funcionamento expedido pelos órgãos municipais e estaduais competentes.

Prazo: Até 01 (um) ano;

Ação 47: Garantir os espaços institucionais, abaixo listados, em relação à edificação destinada ao desenvolvimento das atividades relativas à educação superior, sendo que a verificação do cumprimento das exigências de infraestrutura considerará situação de conformidade/suficiência se, em uma análise sistêmica e global, estiverem contemplados todos os aspectos relativos à adequação: das dimensões físicas, de limpeza, de iluminação, de acústica, de ventilação, de segurança, de conservação e de comodidade, bem como plano de expansão, de acessibilidade e de disponibilidade de equipamentos / materiais / acervos / bibliografias em função do público usuário, observadas as exigências do instrumento de avaliação institucional do INEP:

                                                        i.            Sala de professores;

                                                      ii.            Sala de tutores;

                                                    iii.            Gabinetes de trabalho para professores tempo integral (TI) e Coordenador(es) de curso(s);

                                                    iv.            Sala(s) de aula;

                                                      v.            Sala(s) de reunião(ões) (NDE/Colegiado de Curso/Repres. Estudantil/outros);

                                                    vi.            Espaços para atendimento aos alunos (Instalações para prática desportiva/Áreas de convivência/Áreas Lazer-Cultura/Área de alimentação);

                                                  vii.            Auditório(s) ou equivalente(s);

                                                viii.            Laboratórios didáticos especializados: quantidade, qualidade e serviços;

                                                    ix.            Infraestrutura de acessibilidade à rede de computadores por meio de tecnologias sem-fio e outras que permitam ao público utilizar equipamentos portáteis na área da IES;

                                                      x.            Laboratórios, ambientes e cenários para práticas didáticas e de pesquisa: infraestrutura física que garanta o acesso dos alunos a equipamentos de informática e de redes sem-fio (Wi-Fi) e que promova a diversificação do uso das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação no desenvolvimento curricular dos cursos de graduação;

                                                    xi.            Biblioteca: infraestrutura física, setor administrativo, acervos – considerados a partir de sua atualidade e acessibilidade à comunidade acadêmica, como resultado de política de utilização definida nos PPC de graduação;

                                                  xii.            Espaço para CPA;

                                                xiii.            Instalações administrativas (Secretarias, almoxarifados, serviços gerais, outros);

                                                xiv.            Ouvidoria;

                                                  xv.            Instalações sanitárias.

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

DIMENSÃO 8 - Planejamento e avaliação, especialmente em relação aos processos, resultados e eficácia da auto-avaliação institucional

 

Ação 48: Garantir composição da Comissão Própria de Avaliação (CPA), do Núcleo de Atendimento ao Discente e dos Núcleos Docentes Estruturantes de modo a contemplar a participação efetiva de todo corpo acadêmico – docentes, discentes e corpo técnico-administrativo. Na CPA, os representantes da comunidade externa devem ser, preferencialmente, indicados por órgãos representativos que guardem relação com as atividades da IES e que tenham relevância no contexto local/regional considerado;

Prazo: Até 45 (quarenta e cinco) dias;

 

Ação 49: Sob orientação da CPA, produzir resultado de auto-avaliação institucional fundamentado também nos relatórios trimestrais referidos nas Ações 01 e 02 do presente Protocolo de Compromisso. Este relatório deverá contemplar, em sua devida gravidade, as esferas mais frágeis da Instituição e apresentar propostas de melhorias na gestão acadêmica e na utilização de ferramentas pedagógicas que signifiquem incremento na qualidade da educação superior ofertada e que estejam além das metas do presente Protocolo de Compromisso. Referidas medidas devem ser concretizadas em, no mínimo, 02 (dois) programas institucionais complementares àqueles previstos neste Protocolo de Compromisso;

Prazo: Até 06 (seis) meses;

 

Ação 50: Divulgar o presente Protocolo de Compromisso e os relatórios trimestrais referidos nas Ações 01 e 02 ao corpo discente, docente e técnico-administrativo por meio de aviso junto à sala de professores, à Secretaria de Graduação ou órgão equivalente e, se existente, por sistema acadêmico eletrônico, bem como fazer constar mensagem clara e ostensiva na página principal do sítio eletrônico da IES, e nos links principais relativos a processos seletivos, esclarecendo as determinações do Protocolo de Compromisso;

Prazo: Até 30 (trinta) dias, perdurando até o final da vigência do presente Protocolo de Compromisso;

 

Ação 51: Proceder, em cada curso, a avaliação do corpo docente pelo corpo discente. Esta avaliação deverá contemplar, dentre outros fatores, fidelidade ao plano de ensino da disciplina, utilização de equipamentos e infraestrutura disponibilizada pela IES, metodologias de avaliação de aprendizagem utilizadas e atualização dos conteúdos trabalhados;

Prazo: Até 06 (seis) meses;

 

Ação 52: Garantir que os docentes, sob a orientação da Coordenação de Curso e do Núcleo Docente respectivo, a partir da análise crítica do resultado divulgado, adotem providências em relação aos aspectos apresentados pela avaliação referida na Ação anterior, com a apresentação de encaminhamentos nos planos de trabalho individuais e nos planos de ensino das disciplinas que estão sob sua responsabilidade;

Prazo: Até 07 (sete) meses;

 

Ação 53: Validar, por meio da Coordenação de Curso e do Núcleo Docente Estruturante de cada curso, com o acompanhamento da CPA, o plano apresentado por cada docente referido na Ação anterior;

Prazo: Até 07 (sete) meses;

 

Ação 54: Realizar pesquisa, por curso e geral, com avaliação dos fluxos dos discentes da IES, identificando tempo de integralização médio, evasão, dificuldades de aprendizado de conteúdos, conhecimento dos discentes sobre a IES (metodologias adotadas, infra-estrutura, órgãos colegiados, órgãos de apoio, etc.) e outros fatores que entender pertinentes, e divulgar o resultado na mesma forma da primeira Ação referente à Dimensão 8 do Instrumento de Avaliação Institucional, preservando o anonimato das respostas;

Prazo: Até 05 (cinco) meses;

 

Ação 55: A partir da pesquisa referida na Ação anterior, deverá apresentar propostas de melhorias na gestão acadêmica e na utilização de ferramentas e metodologias pedagógicas que resultem no incremento na qualidade da educação superior ofertada e que estejam além das previsões do presente Protocolo de Compromisso. Referidas medidas devem ser concretizadas em, pelo menos, 02 (dois) programas institucionais além ou complementares aos previstos pelo presente Protocolo de Compromisso;

Prazo: Até 06 (seis) meses;

 

Ação 56: Realizar pesquisa, por curso e geral, com corpo docente sobre o conhecimento (i) do funcionamento e rotinas acadêmicas da IES, (ii) do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, com enfoque no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes e as metodologias de avaliação por esse adotadas, (iii) das estruturas colegiadas da IES e de cada um dos cursos e suas atribuições; (iv) da infra-estrutura e equipamentos pedagógicos disponibilizados para uso dos docentes; entre outras questões consideradas pertinentes para uma visão mais articulada de seus processos de trabalho;

Prazo: Até 05 (cinco) meses;

 

Ação 57: A partir da pesquisa referida na Ação anterior, deverá apresentar propostas de melhorias na gestão acadêmica e utilização de ferramentas e metodologias pedagógicas que signifiquem incremento na qualidade da educação superior ofertada que estejam além das previsões do presente Protocolo de Compromisso. Referidas medidas devem ser concretizadas em, pelo menos, 02 (dois) programas institucionais além ou complementares aos previstos pelo presente Protocolo de Compromisso;

Prazo: Até 06 (seis) meses;

 

Ação 58: Realizar 2 (duas) oficinas, por ano, com docentes e discentes, por curso, sobre metodologias de avaliação, com enfoque nas metodologias de avaliação por competências e habilidades e teoria de resposta aos itens utilizados pelo ENADE;

Prazo: Até 08 (oito) meses;

 

DIMENSÃO 9Política de Atendimento aos discentes

Ação 59: Constituir Núcleo de Apoio e Atendimento ao Discente ou órgão equivalente, responsável por acompanhar de forma estruturada a vida acadêmica dos discentes. Referido núcleo deverá ter permanente interlocução com os órgãos colegiados, em especial com a CPA e com os Núcleos Docentes Estruturantes, bem como com a Ouvidoria da IES, e, na sua composição, deverá garantir a participação de representantes dos discentes e de Entidade de Representação Estudantil, se existente;

Prazo: Até 20 (vinte) dias;

 

Ação 60: Elaborar planilha eletrônica que contenha os nomes das escolas de ensino médio da região/município em que se encontra a IES, de forma a identificar possível público ingressante e verificar a percentagem de entrada de alunos oriundos dessas instituições de ensino;

Prazo: Até 02 (dois) meses;

 

Ação 61: Realizar ações positivas de acolhimento/ recepção aos ingressantes (calouros), inclusive evento de recepção à IES com apresentação da administração e gestão da instituição, seu regimento/estatuto, PDI, PPI e corpo docente do(s) curso(s), sistema de avaliação institucional, estrutura física (biblioteca, laboratório(s), equipamento(s) multimídia(s), FIES, ProUni, acessibilidade, orientações de incentivo ao “trote cidadão”, entre outros temas) e formas de participação em órgãos colegiados. Especificamente em relação ao curso dos ingressantes, são importantes informações sobre a legalidade, PPC, número de vagas, sistema de avaliação discente; previsão de realização de disciplinas na modalidade a distância, estrutura curricular, estágio(s) obrigatório(s), programa(s) de extensão e de pesquisa, colegiado de curso, processo(s) regulatório(s) em trâmite no sistema e-MEC e conceitos obtidos em avaliações anteriores do MEC;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 62: Elaborar e entregar “Manual de Aluno” no primeiro semestre a cada aluno ingressante, em que constem as informações apresentadas no evento de recepção, disponibilizando arquivo digital correspondente em espaço próprio no sítio eletrônico da IES e em sistema acadêmico virtual, se existente;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

Ação 63: Constituir Núcleo de Apoio Psico-pedagógico para o atendimento aos estudantes com dificuldades de aprendizagem, de relacionamento ou de demandas específicas relacionadas à inclusão sócio-educativa, de forma a mediar conflitos ocorridos no espaço acadêmico;

Prazo: 02 (dois) meses;

 

Ação 64: Implementar programas culturais, esportivos e de lazer, promovidos pela IES para e com a comunidade interna/externa, estimulando a participação dos estudantes nesses programas. Os programas podem envolver atividades interdisciplinares para a promoção da saúde, acolhimento solidário de calouros (trote cidadão), prevenção de DST/AIDS, planejamento familiar, empreendedorismo, ética/cidadania, entre outros;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

DIMENSÃO 10Sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da educação superior

Ação 65: Apresentar balanço patrimonial e demonstrações contábeis dos anos de 2008, 2009 e 2010 assinados por profissional da área com registro no órgão de classe, acompanhado de parecer de auditoria independente, também assinado por profissional da área com registro no órgão de classe. Caso a auditoria identifique erros ou informações ausentes, deverá ser apresentado pela IES plano de melhorias ou ajustes;

Prazo: Até 02 (dois) meses;

 

Ação 66: A IES, bem como sua entidade mantenedora ou grupo à qual a IES pertença, deverão apresentar planejamento financeiro de curto, médio e longo prazos da mantenedora, assinado por profissional da área com registro no órgão de classe, acompanhado de parecer de auditoria independente também assinado por profissional da área com registro no órgão de classe, demonstrando a viabilidade financeira da atividade a ser desempenhada. No planejamento de curto prazo, deve ser dada ênfase às ações a serem implementadas para atendimento do presente Protocolo de Compromisso;

Prazo: Até 02 (dois) meses;

 

Ação 67: Apresentar documentos e informações referidos no art. 15 do Decreto nº 5.773/2006, comprovando não haver impedimento em relação aos atos constitutivos e à situação fiscal;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

3.12 – Avaliação Institucional Global

 

Ação 68: Realizar as ações necessárias para garantir, pelo menos, conceito 3, em todos os indicadores constantes do instrumento de avaliação institucional do INEP que motivaram a insuficiência na avaliação externa do INEP;

Prazo: Até 01 (um) ano;

 

3.13 – Requisitos legais

Ação 69: Observar o integral cumprimento das seguintes normativas na oferta da educação superior:

i. Libras – Lei nº 10.436/02 e Decreto nº 5.626/05;

ii. Acessibilidade – Decreto nº 5.296/04;

iii. Inserção de conteúdo de Educação Ambiental nos Projetos Pedagógicos dos cursos ofertados – Lei nº 9.785/99;

iv. DCN para Educação das Relações Étnico-Raciais e ensino de Historia e Cultura Afro-Brasileira e Africana – Resolução CNE/CP nº 1/2004;

v. Corpo Docente – Regime e Titulação - Lei nº 9.394/96 (arts. 52 e 66), no caso de Universidade, e Decreto nº 5.786/2001 (art. 1º), no caso de Centro Universitário;

vi. Corpo Docente – Protocolo de Plano de Cargo e Carreira no órgão competente;

vii. Corpo Docente – forma legal de Contratação de Professores (IES privada) – CLT (arts 2º e 3º).

Prazo: Até 01 (um) ano.

 

4. DAS CONDIÇÕES

 

4.1 – A Instituição compromete-se, como condição para validade do presente Protocolo de Compromisso, durante o seu período de vigência e até deliberação pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior sobre seu cumprimento, suspender integralmente os ingressos de novos estudantes nos cursos abaixo listados que apresentam Conceito de Curso (CC) inferior a 3 (três), atribuídos em processos de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de curso:

 

Nome do curso

Último ato autorizativo

Vagas Autorizadas

Conceito de Curso (ano do CC)

 

 

 

 

 

 

 

 

4.2 – A Instituição compromete-se, como condição para validade do presente Protocolo de Compromisso, durante o seu período de vigência e até deliberação pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior sobre seu cumprimento, restringir a oferta de vagas, limitando a quantidade de novos ingressos de estudantes nos cursos abaixo listados que apresentam CC igual ou superior a 3 (três) atribuído em processos de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de curso ou sem conceito atribuído em referidos processos, com a manutenção da mesma quantidade de vagas ocupadas nos cursos superiores (graduações e pós-graduações lato sensu) considerando os 12 (doze) meses anteriores à publicação do Despacho, de forma que só matriculará a quantidade de estudantes correspondente ao número de vagas ocupadas nos cursos nos últimos doze meses, respeitando-se, em qualquer caso, o número total de vagas autorizadas para cada curso, bem como a dinâmica de abertura, periodicidade e distribuição das vagas nos processos seletivos realizados nos últimos doze meses:

 

Nome do Curso

Último ato autorizativo

Conceito de Curso (ano do CC)

Vagas autorizadas

Vagas ocupadas nos últimos 12 (doze) meses

Bacharelado em Teologia

D.O.U. DE 19/11/2010, seção 1, pag 14.

Portaria Nº. 1.912, de 18 de novembro de 2010

Conceito 3  Ano - 2010

100

37

Total

-

-

100

37

 

Processo de Reconhecimento do Curso de Teologia – Protocolo 200807507.

4.3 – Durante o período de vigência do Protocolo de Compromisso e até deliberação pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior sobre seu cumprimento, ficam sobrestados os seguintes processos de regulação:

Processo de recredenciamento da IES – protocolo 200807506

5 – DA VIGÊNCIA

5.1 – O presente tem vigência de 12 (doze) meses, improrrogáveis, contados a partir da concordância pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, por meio do sistema e-MEC, da proposta final encaminhada pela IES.

5.1.1 – Caso as obrigações trazidas pelo presente Protocolo de Compromisso sejam concluídas em prazo inferior a 12 (doze) meses, a Instituição poderá solicitar antecipação da apuração do cumprimento para, após deliberação da SERES, cessação das condições do presente Protocolo, consistentes nas medidas cautelares do Despacho nº 161/2011-SERES/MEC, publicado no Diário Oficial da União de 21/09/2011.

5.2 – É dever da Instituição de Educação Superior requerer a reavaliação das condições da Instituição e efetuar o pagamento da Taxa de Avaliação in loco prevista no art. 1º, parágrafo único, da Lei nº 10.870/2004, no prazo e nas condições especificadas no presente Protocolo de Compromisso, no Decreto nº 5.773/2006 e na Portaria Normativa MEC nº 40/2007, sob pena de caracterizar-se o descumprimento deste Termo.

 

6 – DA DENÚNCIA

6.1 – A denúncia do presente Termo por iniciativa da Instituição, mediante comunicação escrita e formal, implica a imediata abertura de Processo Administrativo, nos termos do art. 50 do Decreto nº 5.773/2006.

 

7 – DA VERIFICAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO PROTOCOLO DE COMPROMISSO

7.1A verificação final do cumprimento do Protocolo de Compromisso será realizada por meio de visita de avaliação in loco pelo INEP, nos termos da legislação vigente.

 

7.2 – As ações consignadas no Protocolo de Compromisso, relativas aos indicadores e dimensões que motivaram a insuficiência na avaliação institucional e de cursos, são consideradas essenciais e imprescindíveis para a verificação final de cumprimento, portanto, deverão ser integralmente realizadas conforme proposição no Protocolo de Compromisso.

 

8 – DO NÃO-CUMPRIMENTO

8.1 – Ao final do prazo referido no item 5.1, se for identificado o não cumprimento de quaisquer das cláusulas deste Protocolo de Compromisso pela Instituição, a SERES deverá instaurar de imediato o Processo Administrativo previsto no art. 50 do Decreto nº 5.773/2006.

8.1.1 – O Processo Administrativo instaurado na forma deste item poderá imputar à Instituição, isolada ou cumulativamente, de acordo com as deficiências não saneadas, quaisquer das seguintes penalidades indicadas a seguir, previstas no art. 46 da Lei nº 9.394/1996 e nos arts. 50 a 56 do Decreto n°. 5.773, de 2006, aplicando-se, no que couber, o art. 10 da Lei nº 10.861/2004 e o art. 63 do Decreto n° 5.773, de 2006:

I – desativação de cursos e habilitações;

II – intervenção na instituição;

III – suspensão temporária de prerrogativas de autonomia.

IV – suspensão temporária da abertura de processo seletivo;

8.2 – Durante a vigência do Protocolo de Compromisso, na análise dos relatórios trimestrais referidos na Ação 02, se caracterizado que a IES não adotou providências significativas para cumprimento do presente protocolo ou se ficar configurado descumprimento das medidas cautelares do Despacho nº 161/2011-SERES/MEC, publicado no Diário Oficial da União de 21/09/2011, a SERES poderá agravar referidas medidas cautelares em ato próprio, que fará parte do processo de recredenciamento.

9 - OBSERVAÇÃO

Ações que não se aplicam à Faculdade Fidelis:

AÇÃO

MOTIVO

16

A IES não participa do ENADE

29

A IES é Faculdade

30

A IES é Faculdade

31

A IES possui apenas a Unidade Sede

32

A IES é Faculdade

34

A IES possui apenas o ensino presencial

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30 Jan 2012 Marketing Fidelis
3 Andamento das Ações
Atualizado: 01 Mar 2012

Andamento das Ações:

 

 

Ação 01: Ao que tange a esta ação constituiu-se na forma do art. 60 do Decreto nº 5.773/2006, a Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso (CAPC) foi realizada por eleição direta de seus pares, lançada em edital e Ata.

 

 

Ação 02: A Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso (CAPC) elaborou o seu primeiro relatório trimestral, objetivo e esquematizado com indicação do cumprimento das ações e metas previstas neste Protocolo de Compromisso, com análises críticas, justificativas e reajustes realizados para a correção das ações para o cronograma inicialmente ajustado. O relatório foi anexado pela IES, eletronicamente ao processo de recredenciamento no sistema e- MEC;

 

 

Ação 03: Realizado eventos de divulgação do relatório da CAPC, que foram enviados ao MEC, visando à discussão sobre a concretização das ações do presente Protocolo de Compromisso, com ampla divulgação junto à comunidade acadêmica, garantindo a participação dos segmentos dos discentes, dos e dos docentes e dos técnico-administrativos;

 

 

Ação 4: A pesquisa sobre o contexto local/regional foi realizada identificando as principais atividades educacionais, econômicas e sociais envolvidas, relatando a carência de formação profissional existente, oportunidades de convênio com entidades públicas e privadas do município e região, oportunidades de utilização de ambientes da IES pela comunidade que está inserida.

 

 

Ação 06: Reestruturado e reelaborado o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) de vigência plurianual.

 

 

Ação 12: Feita a avaliação diagnóstica sobre as principais carências/deficiências acadêmicas, em áreas específicas  apresentadas pelos estudantes da IES, com enfoque especial nos ingressantes, em relação à formação básica focados no curso de graduação de Teologia.

 

 

 Ação 14:O Programa de Monitoria já foi desenvolvido NDE e aprovado pelo Colegiado de Curso e pelo Conselho Superior Universitário, inclusive com bolsas aos participantes, firmado via contrato, sua implantação se dará a partir do primeiro semestre de 2012.

 

Ação 19:Desenvolvido, implementado e atualizado página eletrônica da IES na Internet com acesso público, contendo o novo PDI e demais documentos de planejamento institucional, cópia do presente Protocolo de Compromisso, últimos indicadores de qualidade institucionais (índice geral de cursos e conceitos Institucional), o curso de graduação ofertado com a indicação de último ato autorizativo, com link para a página eletrônica do cadastro do e-MEC. E todos os documentos referidos no art. 32 § 2º da portaria normativa do MEC nº 40/2007, e demais relatos e documentos acadêmicos decorrentes de atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvimentos pelas IES, e dados que a instituição entender pertinente.


 

 

Portaria Nº 1.912 - clique aqui para ver

 

Portaria Normativa nº 40  Clique aqui para ver

 

Ata da reunião de divulgação do relátorio parcial da CAPC - Clique aqui para ver

 

Ata de reunião da NAAD - Clique aqui para ver

 

Ata de reunião do Colegiado - Clique aqui para ver

 


 

 

Ação 20: Disponibilizado na secretaria acadêmica e na sala de professores os documentos referidos na Ação 19 em versão impressa.

 

 

 

Ação 23: Definido o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), divulgado amplamente ao corpo docente e técnico-administrativo.

 

 

 

 

Ação 24: Mantido o regime de contratação do corpo docente e corpo técnico-administrativo mediante vínculo empregatício, de acordo com as normas trabalhistas vigentes.

 

 

Ação 38: Desenvolvido e implementado o Plano de Substituição Eventual de Docentes, no qual conta expressamente que o docente ou tutor substituto possui qualificação e regime de dedicação equivalente ao substituído, com previsão em contrato firmado entre as partes.

 

 

Ação 39: Ajustado e mantido no curso de Teologia, com coordenador de graduação e titulação acadêmica obtida em programas de pós-graduação stricto sensu na área de curso experiência de magistério superior de 05 (cinco) anos; de gestão acadêmica de 02 (dois) anos e com dedicação de 20 horas semanais à condução do curso.

 

Ação 48: A CPA já constituída anteriormente segundo os moldes do protocolo de compromisso, realizada a eleição de seus membros e configurada em edital.

 

 

Ação 50:Divulgado o presente Protocolo de Compromisso no site da FIDELIS, bem como através do corpo discente, técnico-administrativo, docente e em todos os ambientes relativos a IES, com os devidos esclarecimentos e determinações.

 

 

 

Ação 59: Constituído o NAAD (Núcleo de Apoio e Atendimento ao Discente), de forma a acompanhar a vida acadêmica dos discentes com a devida interlocução com órgãos colegiados, CPA, NDE, Ouvidoria e com a Entidade de Representação Estudantil.

 

 

Ação 65: Apresentado o balanço patrimonial e demonstrações contábeis dos anos de 2008, 2009 e 2010 assinados por profissional da área de registro de classe. Acompanhado de parecer de auditoria independente, também assinado por profissional da área com registro no órgão de classe.

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30 Jan 2012 Marketing Fidelis
4 Cronograma do MEC
Atualizado: 30 Jan 2012

Planilha de ações do MEC

 

Colunas01

Colunas02

Colunas03

Colunas04

Colunas05

Colunas06

Colunas07

Colunas08

TÍTULO DA TAREFA 1 ª ETAPA

AÇÃO

PRAZO EM DIAS

DATA DE INÍCIO

DATA DE TÉRMINO

REVISÃO

REUNIÃO DE DOC.

DATA FINAL

Constituir CAPC

AÇÃO 01

10 dias

Criar NAAD

AÇÃO 59

20 dias

Pesquisa Contexto Local e Regional

AÇÃO 4

30 dias

Divulg.ProtoC. Doc; Disc; Tec.Adm. E Site

AÇÃO 50

30 dias

CPA- Composição

AÇÃO 48

45 dias

Avaliação sobre as Carências Acadêm.

AÇÃO 12

60 dias

Definir e divulg. carreiras dentro do PDI

AÇÃO 23

60 dias

Manter contratação c/ Vínc.empregatício

AÇÃO 24

60 dias

Planilha esc. Ens. Médio Boq/ reg . Publ.Ingres.

AÇÃO 60

60 dias

Criar núcleo psico-pedagógico

AÇÃO 63

60 dias

Balanço Patrimonial Contábil- 2008/2009/2010

AÇÃO 65

60 dias

Planejamento Financeiro curto/médio/longo

AÇÃO 65

60 dias

Relatório da CAPC ao MEC

AÇÃO 02

90 dias

Divulgação do relatório do CAPC

AÇÃO 03

90 dias

Reelaborar o PDI

AÇÃO 06

90 dias

Programas de Monitorias e Tutoriais

AÇÃO 14

90 dias

Site Contendo Protocolo, conceito Instit. (CI), link MEC

AÇÃO 19

90 dias

Documentos da 19 na sala de prof. E secret. Acadêmica

AÇÃO 20

90 dias

Plano de Substituição de Docentes

AÇÃO 38

90 dias

Coordenação c/ Doutorado e mais 5 anos de magistério

AÇÃO 39

90 dias

TÍTULO DA TAREFA 2ª ETAPA

Implem.de 02 programa teóricos,práticos, Inc.Cient.Inser.PP

AÇÃO 09

120 dias

NDE-60% ter pós scrictu Sensu e destes 50% tit. Doutor

AÇÂO 40

120 dias

Realizar pesq. c/ avaliação fluxos disc. Ident. Tempo de int.

AÇÃO 54

150 dias

Realizar Pesq. c/ Doc. Sobre rot. Acad. Snaes

AÇÃO 56

150 dias

Implem.NovosConv. p/proj.interdisc.

AÇÃO 10

180 dias

Inserir Metod. De Avaliação Princ. Semelhante ao ENADE

AÇÃO 15

180 dias

Sob orientação da CPA Prod. Auto Avaliação

AÇÃO 49

180 dias

Proceder em cada corpo Doc, pelo disc.

AÇÃO 51

180 dias

Apresentar propostas de melhorias na gest. Acad. ref, dim. 54

AÇÃO 55

180 dias

Apresentar propostas de melhorias na gest. Acad. ref. Dim.56

AÇÃO 57

180 dias

Garantir q doc. Sob orient, do NDE adotem prov. Em rel. aval.da ação 51

AÇÃO 52

210 dias

Validar por meio da coord. Curso e do NDE e CPA planos de Ação 52

AÇÃO 53

210 dias

Realizar 2 oficinas por ano c/ doc. E disc.metod.de avaliaç. ENADE

AÇÃO 58

240 dias

TÍTULO DA TAREFA 3ª ETAPA

Reestruturar, elaborar instrum. Norm. e doc. Org. adm. Acad. da IES

AÇÂO 05

365 dias

Observar interpr. De ensino Pesq. E Ext. reestr. Do PDI

AÇÃO 07

365 dias

Reform. Proj. Pedagógico

AÇÃO 08

365 dias

Não cabe pois é sobre as licenciaturas

AÇÃO 11

365 dias

Não cabe tem haver com ação 11

AÇÃO 13

365 dias

Não cabe não fazemos ENADE

AÇÃO 16

365 dias

Respos.Social.Divulg. Em sitio eletr. Cursos, proj, ativ. Extens. Etc.

AÇÃO 17

365 dias

Planejar e Exec. E ofertar parc. Órg. Proj. ou ofic. Meio amb. Cult.

AÇÃO 18

365 dias

Desenv., impl., e atualiz. Amb. Virtual de aprend. AVA

AÇÃO 21

365 dias

Espaço Mens. De Órgãos de imprensa, Publ. Art. E revistas

AÇÃO 22

365 dias

Implem. Plano de carreira do corpo doc. Hom. Minist. Trab.

AÇÃO 25

365 dias

Implem. Plano de Cargos e salários do Corpo Técnico Adm.

AÇÃO 26

365 dias

Profissionais Envolv. Com IES criar curriculo Lattes

AÇÃO 27

365 dias

Ajustar e manter Corpo doc. c/ no min. Pós-ghrad. Lato sensu

AÇÃO 28

365 dias

Não cabe não temos prerrog. De univers. Nem de centro univers.

AÇÃO 29

365 dias

Não cabe não somos universidade

AÇÃO 30

365 dias

Não cabe não temos multi-campus

AÇÃO 31

365 dias

Não cabe não somos centro universitário

AÇÃO 32

365 dias

1/3 docentes c/ ded. Integ. 40h/ sem e 50% deve possuir pós-grad. Scritu

AÇÃO 33

365 dias

Não cabe não temos curso à distância

AÇÃO 34

365 dias

Ajustar e manter rel. cursos/ docentes 30/1

AÇÃO 35

365 dias

Realizar por meio da coord. Acomp. Mens. ATA de ativ. Doc. Técnico Adm.

AÇÃO 36

365 dias

Corpo Doc. Máximo 04 discipl. Simult. Comprov. rel trimestral

AÇÃO 37

365 dias

Promover capacitação do corpo Doc. E Tutores program. Ou curso

AÇÃO 41

365 dias

Promover a capac. Do Corpo Téc. Adm.

AÇÃO 42

365 dias

Promover Capac. Do corpo docente

AÇÃO 43

365 dias

Incentivar uso de ferram. De educ. a dist. c/ utiliz. De AVA

AÇÃO 44

365 dias

Criar Curso CSU, Colegiado e represent. Estudantil

AÇÃO 45

365 dias

Garantir o funcion. Em local propriad. Doc. Comprob.

AÇÃO 46

365 dias

Garantir espaços instit.acessib, dimens. Físicas

AÇÃO 47

365 dias

Realizar açãoes positivas de acolhimento/ recepção

AÇÃO 61

365 dias

Elaborar a entrega de manual de aluno

AÇÃO 62

365 dias

Implementar programas culturais, esportivos e de lazer, pro. Pela IES

AÇÃO 64

365 dias

Apresentar Doc. E inform. Comprov. relat. Atas e a sit fisc.

AÇÃO 67

365 dias

Realizar as ações necess. Garantir conc. 3 em todos os indic. INEP

AÇÃO 68

365 dias

Observar o cumprim. Libras, acessib, DCN e corpo docente

AÇÃO 69

365 dias

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30 Jan 2012 Marketing Fidelis
5 Igreja Emergente
Atualizado: 04 Ago 2010


Oito Jeitos de Pensar numa Igreja Emergente

A igreja emergente surge como uma alternativa para tornar a igreja mais contextualizada. Ela procura tirar qualquer aspecto que possa ser ofensivo para o cidadão do séc.XXI, sem perder a essência bíblica. Assim ela se ocupa com questões controversas.

1. O aspecto intelectual do cristianismo foi substituído por um conjunto de oportunidades para vivenciar e interagir participativamente.


Ela acaba substituindo uma postura de crença por uma atitude de busca, que tem a ver com preferências e escolhas – uma busca, assim como a que é feita por quem navega na Internet.

2. Ela insiste na ortopraxia ao invés da ortodoxia.

É mais importante agir corretamente do que crer de forma correta. A prática mostra que pessoas com boa teologia podem ser escândalo para a fé. A espiritualidade pós-moderna é subjetiva e indiferente à verdade – a verdade se mede a partir da experiência vivencial do indivíduo em comunidades de interesses provisórios e já não existe verdade. Cada pessoa crê da sua forma – não existem restrições sobre a maneira de expressar a fé.

3. Ela desafia a igreja de hoje a não estar presa a modelos do passado.

A espiritualidade pós-moderna é emotiva – ao substituir a cosmovisão moderna por uma multiplicidade de visões e de mundos, a era pós-moderna, na verdade, substituiu o conhecimento pela interpretação. Esse relativismo ajuda a fugir dos modelos culturais “ultrapassados”, abrindo novas possibilidades na teologia e vida da igreja. Isso é rejuvenescedor e ameaçador.

4. Ela procura falar a linguagem pós-moderna.

Assim desafia a igreja a pensar no mundo com as categorias do mundo. Ela luta entre a adaptação ao mundo para ganhá-lo para Cristo e se adaptar ao mundo, de modo que a igreja se torne como o mundo. Na tentativa de serem atraentes, algumas igrejas perdem a essência. Falando a linguagem cultural do momento, adotam não somente a forma, mas ensinam os valores culturais (conteúdos) ao invés de adotar uma postura crítica e profética com relação à sociedade.

5. Ênfase na experiência, na mística, na criatividade e no pragmatismo.

Ela ousa sair do molde e experimentar coisas diferentes, rituais e até práticas menos ortodoxas. Se trouxer resultados imediatos, está certo. Será que a igreja precisa ter um culto com um sermão? Poderíamos focar mais no louvor ou numa discussão em roda? Isso acaba dando ao povo do que gosta e do que precisa? Ou seria uma nova versão de “pão e circo”?

6. Uma igreja missional, que participa da obra divina de redenção, no contexto onde está plantada.

Ela se identifica com a comunidade onde se localiza e procura ministrar de maneira integral as necessidades das pessoas. Ela não descarta missões “longe”, mas sabe que o envolvimento direto mais participativo é essencial.

7. Inclusão ao invés de exclusão.

As barreiras para fazer parte da igreja precisam ser diminuídas. Os temas culturais complicados são ignorados. Na verdade, não importa tanto no que você crê, desde que ame a Deus e ao próximo.

8. Busca apresentar um Jesus contextualizado e não o Jesus apresentado nas igrejas tradicionais.

O Jesus do amor substitui o Jesus da justiça. A igreja se torna hospitaleira e tolerante. As pessoas gostam de Jesus, mas não da igreja. Logo, o Jesus apresentado nela não corresponde ao Jesus das Escrituras nem da cultura atual. Precisamos de um Jesus Cristo contemporâneo. Vamos à igreja para sentir e compreender, com outros, o coração de Deus.

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
6 Teologia Contemporânea e o Teólogo
Atualizado: 04 Ago 2010



O crente moderno e o teólogo


“Outro dia... ao sentar-me naquela perfumada banheira quente, me deliciando, fazendo piadinhas e ajustando-me à sensação de ser envolvido por bolhas de todos os lados, ocorreu-me que a banheira quente é o símbolo perfeito do caminho ‘moderno’ que a religião vem tomando. A experiência da banheira quente é deliciosa, relaxante, preguiçosa, despreocupante: em nada exigente... mas muito, muito agradável até o ponto de ser divertida. Muitos hoje querem que o cristianismo seja assim, e trabalham para isso” (Packer 1999, 4).

Esse tipo de cristianismo atrai as pessoas porque oferece a elas o que anseiam, ou seja, supre as necessidades sentidas por elas. Mas existe uma diferença entre as necessidades “sentidas” e “reais” da pessoa. Necessidades sentidas são aquelas que o nosso corpo pede, até exige, mas que não precisamos necessariamente. Num dia de calor sentimos necessidade de estar na praia ou ao lado de uma piscina, mas sobrevivemos se esta necessidade não for suprida. Necessidades reais são aquelas que podemos ou não sentir, mas nos levam a um desastre se não forem supridas. Não podemos ficar muito tempo sem água, sem que as funções vitais do corpo comecem a dar sinais de pane. O mundo atual cria muitas necessidades e as rotula como se fossem “reais”, mas não passam de estímulos criados para um certo padrão de comportamento, de consumo, etc. O cliente é que manda! Vamos nos adaptar para o que as pessoas querem! O sucesso, medido por padrões humanos, passou a ser a norma absoluta, inclusive nas igrejas.

Nesse tipo de cristianismo o teólogo se tornou supérfluo, descartável, até incômodo, porque este cenário o desafia a atuar como profeta. È acusado de atuar motivado pela dor de cotovelo. Mas será que o teólogo ainda tem lugar na igreja? A teologia já não “deu o que tinha para dar”? Packer nos lembra que. teologia é uma “tentativa de ouvir o Espírito Santo falando na Escritura e então aplicar o que a Escritura diz para corrigir e dirigir nossas vidas. Trazemos ao ensinamento bíblico nossas dúvidas e perguntas em busca de solução, e deixamos que Deus, através desses mesmos ensinamentos, nos questione sobre nossa maneira de pensar e viver. O nome de teólogo é dado àqueles que auxiliam este processo... A boa teologia pede constantemente decisões deliberadas e responsáveis a respeito de como se vai viver, e ela nunca se esquece de que as decisões cristãs são compromissos para se agir sobre princípios (não a partir de uma conformidade descuidada) assumidos em liberdade (não por pressão externa ou intimidação), e motivados em primeiro lugar pelo amor a Deus e à justiça (não pelo medo). É assim que a boa teologia molda o caráter cristão, não nos degradando, nem nos diminuindo, mas, antes, realçando a dignidade que Deus nos deu.” (Packer 1999, 6, 10). Teólogos sempre serão necessários para ajudar a igreja a não se perder nas pressões do mundo. Que Deus chame pessoas dentro da sua igreja para esta função no Corpo de Cristo.

* As referências são tiradas de “Religião Vida Mansa” de J.I. Packer.

 

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
7 Paulo
Atualizado: 04 Ago 2010


Como Paulo resolvia os problemas na igreja?

No dias 05-09/02 teremos o módulo de início do semestre: “A Ética de Paulo: Como Paulo resolvia os problemas na igreja”, com o doutor Norbert Schmidt. Norbert é deão acadêmico em Marburg, Alemanha. O seu amor pelo povo brasileiro o traz todos os anos para cá. As aulas serão ministradas em português. Paulo escreveu muitas de suas cartas para resolver os problemas que surgiam nas igrejas, algumas das quais ele mesmo não fundou. Será que existe algo na maneira que Paulo tratava dos problemas que pode nos orientar em nosso tratamento das dificuldades enfrentadas na igreja nos dias atuais? Todos precisamos de novo animo, uma nova maneira de enxergar as coisas, uma nova perspectiva que nos mova adiante. Caso contrário, tendemos a estagnar em nossa caminhada cristã. Venha participar desse módulo. Juntos podemos refletir e crescer em nossa compreensão da Bíblia e do ministério que desempenhamos na igreja.


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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
8 Louvando com Mente e Coração
Atualizado: 04 Ago 2010

Louvando com o coração ... e com a mente!

A música é uma das partes mais importantes no culto a Deus. Mas como devemos usar a música na igreja? A Bíblia apresenta alguns princípios para orientação: “deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor” (Ef 5:18-19); “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração” (Col 3:16). No NT a música deixou de ser o trabalho de sacerdotes profissionais para envolver toda a congregação visando a edificação (1 Co 14:26). A música não serve apenas para o êxtase espiritual e louvor a Deus, mas também contempla a dimensão horizontal: instrução e aconselhamento (Col 3:16); falando entre vós com salmos, ... (Ef 5:19). Além de louvar a Deus, a música tem uma função fortemente ligada ao ensino. Cristãos cheios do Espírito têm prazer em cantar louvores a Deus porque isso não é algo que simplesmente vem dos lábios, mas do coração. São cânticos espirituais, pois são inspirados pelo Espírito. Tanto o falar (instruir e aconselhar) como o cantar envolve os salmos, hinos e cânticos espirituais. Isso mostra que o nosso louvor cantado precisa ser tanto emocional como racional: “cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (1 Co 14:15). A música toca profundamente os nossos sentimentos, mas não deve excluir o racional. Hoje, por causa da cultura atual tendemos para o lado emocional. As pessoas querem “sentir” a presença de Deus, mas dificilmente prestam atenção no que cantam.

1. Cantamos muitos textos do AT que refletem uma teologia que já recebeu um “upgrade” de Jesus. Cantamos que queremos adorar a Deus no santo lugar, no santo monte, etc., que se refere ao templo de Jerusalém, o local próprio para adorar a Deus no AT. Mas Jesus diz que a nossa adoração deve ser contínua e não se restringir à igreja. Não temos uma passagem sequer no NT ensinando que o povo de Deus deva se reunir para adorar a Deus, o que infelizmente é repetido semanalmente nas igrejas. Não há dúvida que o elemento coletivo de nosso louvor é importante. Este ocorre quando o povo de Deus se ajunta, mas a igreja não se reúne para adorar a Deus, e sim, para a edificação mútua e o crescimento espiritual (Ef 4). A música pode e deve cumprir essas funções.

2. Usamos um linguajar litúrgico cujo significado foge da maioria das pessoas que freqüentam a igreja, sem mencionar os visitantes. Cantamos que Jesus é o leão de tribo de Judá, que seus cabelos são brancos como a neve, etc., sem ter a mínima noção do que significa.

3. A música se restringe a poucos temas encolhendo a nossa teologia. Os Salmos mostram que todas as esferas da vida podem e devem ser levadas a Deus. Hoje a música tende a se restringir a assuntos como louvor, adoração, e linguagem de amor romântico entre o crente e Jesus. Nisso esquecemos que adoração envolve o reconhecimento da santidade de Deus, da nossa pecaminosidade e a disposição para servi-lo como escravo. Assim criamos uma música “escapista”, uma catarse emocional que nos “toca”, mas que não nos leva a amar a Deus mais profundamente (mostrada em nosso estilo de vida). Tiago nos diz que a fé sem obras é morta. Uma adoração que não leva a uma mudança de atitude em relação a Deus e ao nosso pecado, nem nos move a ações concretas de serviço a Deus e aos necessitados, é morta, ou seja, diante de Deus é totalmente inútil. Na verdade ainda é prejudicial porque nos ilude – pensamos que agradamos a Deus com ela. Mas, freqüentemente ouvimos: “as pessoas gostam que seja assim”. Jesus nos alertou que precisamos estar alerta quando todos nos elogiam (Lc 6:26). A função da música na igreja é muito mais do que “entreter a galera” e “criar o clima”. Trata-se de nos conscientizar da presença santa de Deus que gera temor nos pecadores e os leva a obediência (Is 6:1-8; Rom 12:1-2). Se isso não for emocional e racional não vamos a lugar algum.

Os músicos na igreja precisam de treinamento musical e teológico. Com a conquista de um espaço cada vez maior acabam ensinando mais que os pastores. A teologia da igreja tende a ser determinada pelas músicas que cantamos. Se não treinarmos os nossos músicos, eles acabam “treinando” a igreja. Na verdade, eles “treinam” a igreja, resta saber como ...


 

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
9 Missão
Atualizado: 04 Ago 2010

 


A Missão de Jesus como modelo para a nossa missão

Precisamos de modelos. O velho ditado: “nada se cria, tudo se copia” se aplica à maioria das áreas do conhecimento. Desde a costureira até o cirurgião, todos precisam de modelos que os ajudem em suas tarefas. Na obra missionária não é diferente. Todos estamos muito cientes de que se escolhermos o modelo errado teremos um resultado desastroso. Gostaria de propor que olhemos para Jesus como o modelo missionário a ser imitado.

A – O Modelo de Missões do AT

No AT temos uma missão mais passiva de Israel para com as outras nações. Israel não é chamado para ir converter as outras nações, mas para ser luz para os gentios e assim atraí-los para Deus. A sua maneira de viver deveria mostrar para as nações como vive um povo que tem o Deus verdadeiro como o centro de sua existência. Mas infelizmente isso aconteceu muito pouco em toda a sua história. Israel tinha sido chamado de forma especial por Deus para ser um povo diferente, um povo santo, um povo de sacerdotes (mediadores das bênçãos de Deus para as outras nações). A bênção para as outras nações viria desse “viver diferente”. Israel deveria ser um cano, um simples condutor/mediador das bênçãos para as outras nações, mas optaram por ser uma esponja, quiseram absorver todas as bênçãos para si. Isso trouxe grande desgraça para a nação. Um povo que não compartilha as bênçãos que recebe de Deus com outros povos, acaba morrendo. Uma igreja que não participa na obra missionária, deixa de ser igreja. “Portanto não cabe à Igreja decidir se ela quer fazer missão, mas ela só pode decidir se quer ser Igreja” (Vicedom 1996, 16)

Em 1 Sam 8 vemos como Israel tomou um rumo consciente na direção errada. Eles pediram que Samuel lhes desse um rei como o tinham as outras nações. O povo que fora chamado para ser diferente agora assume publicamente que quer ser como as outras nações. O resultado é catastrófico. Seguidamente vemos nos livros de Reis e Crônicas como a nação se desviava de Deus. A situação se complicou até o ponto que Deus precisou usar nações pagãs para ensinar a Israel. Eles foram levados para o cativeiro para aprender a não mais seguir outros deuses. Eles queriam ser como as outras nações ao invés de levarem o conhecimento de Deus para as nações. Assim sendo aprenderam a idolatria deles e conseqüentemente a sua ética. Em diversas situações se comportavam de maneira pior que as nações ao seu redor. Nesse sentido o AT não termina com o tradicional “e todos viveram felizes para sempre”. É como se o AT tivesse deixado o gosto amargo na boca de que a missão de Deus não seria executada. Mas isso tudo fazia parte dos planos de Deus. No tempo certo Jesus é enviado para reverter o quadro

B – Missão de Jesus

Jesus veio para chamar a nação de volta a um relacionamento com Deus. Eles precisam sair da formalidade e do ritualismo para um relacionamento pessoal com Deus. Vida com Deus é relacionamento e não uma série de regras. Jesus é o missionário por excelência. Ele entende que foi enviado pelo Pai para buscar e salvar o perdido (Mc 10:45). Podemos dividir a missão de Jesus em alguns pontos

1. Consciência de ser enviado por Deus – “Aquele que me enviou . . .”

Toda missão precisa de alguém que envia e alguém que é enviado. Jesus menciona que foi enviado: “Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou” (Mt 10:40). Aqui vemos Jesus fazendo 3 afirmações relacionadas à missão: há uma pessoa que envia – Deus; alguém que é enviado – Jesus; há uma relação próxima entre aquele que envia e aquele que é enviado. Em passagens como Jo 5:19-24 fica muito claro em outras passagens que o Pai é aquele que envia.

Jesus não veio passar as férias aqui na terra, mas para cumprir uma missão específica que o Pai tinha lhe passado. Essa relação íntima com o Pai fez com que não se desviasse de sua missão apesar das dificuldades. A 1ª manifestação pública de Jesus, quando tinha 12 anos e ficara no templo em Jerusalém, mostra isso: “Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” Outra tradução talvez até melhor fosse “cuidar das coisas do meu Pai”. Logo Jesus via como prioridade em sua vida cumprir com a missão que Deus lhe tinha dado.

Deus Pai é aquele que toma a iniciativa da missão. Isso fica evidente em Lc 15. O Pai, como pastor, vai atrás da ovelha que se perdeu, deixando as 99 para trás (15:1-4); como a mulher que perdeu a moeda, procura a moeda perdida até encontrar (15:5-10); e depois como o pai que vai correndo ao encontro do filho que está voltando (15:11-32). Na parábola da festa de casamento, ele seguidamente envia os seus servos para convidar todos os que querem vir (Mt 22:1-14; cf. Lc 14:16-24). Fica muito evidente que o Pai toma a iniciativa da missão. O Pai toma a iniciativa de enviar Jesus que é o meio pelo qual ele vai realizar a sua missão

2. Eu vim para cumprir a vontade do Pai – buscar e salvar o perdido

Jesus veio para cumprir a missão que o Pai deixou para ele. Para os judeus era comum que um Pai quando quisesse passar uma mensagem importante não mandasse um servo, mas o filho, de preferência o primogênito. Dentro desse contexto Jesus é apresentado como o único Filho do Pai celestial a quem foi confiada a missão vital de revelar aquele que o enviou e completar a obra de redenção em favor da humanidade

Temos 3 situações onde Jesus diz claramente “eu vim” que nos revelam que Jesus entendeu a sua missão como salvífica. Para Zaqueu Jesus disse: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). Essa postura de buscar o perdido também é vista no pastor que busca a ovelha perdida, na moeda perdida (Lc 15). Isso exigia que Jesus gastasse tempo com os marginalizados pela sociedade (Mt 8:1-17) o que trazia consigo a reprovação dos fariseus. Respondendo Jesus disse: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (Mc 2:17). Lucas ainda inclui que: “Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento (Lc 5:32). A intenção de Jesus era chamar pessoas ao arrependimento e para dar a sua vida para que as pessoas pudessem ser libertas (Mc 10:45)

A missão de Jesus, no entanto, causa divisão e resistência (Mt 10:34-35; Lc 12:51). O chamado ao arrependimento causa separação entre os arrependidos e aqueles que querem continuar a sua vida sem ligar para esse convite. Isso causa problemas inclusive nas famílias. Mas a perda da família não pode ser comparada ao presente da vida eterna (Mt 10:37-39). Isso ainda causa problemas hoje, quando filhos querem se envolver na obra missionária e os pais os incentivam a escolher outra profissão que seja mais rentável.

Já que o Pai tomou a iniciativa, o filho (enviado) precisa cumprir com a missão dada a ele pelo Pai. Isso se mostra claramente em que Jesus está comprometido em cumprir a vontade do Pai. Vemos isso no seu batismo “porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3:15). Jesus não tinha pecados e não precisava do batismo para mostrar o seu arrependimento. Mas Jesus se identifica com a humanidade pecadora, fazendo o que Deus quer. A obediência de Jesus era central para cumprir a missão que o Pai lhe tinha dado. Submetendo-se ao batismo de João, Jesus se mostra pronto para cumprir com a vontade do Pai. Isso mostra que Jesus está indo de acordo com o plano estabelecido por Deus de salvar a humanidade. Essa obediência também fica muito clara no final do ministério de Jesus no Getsêmani: “Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade” (Mt 26:42). No início e no final de seu ministério, Jesus se coloca totalmente em acordo com a vontade “daquele que me enviou”.

3. Jesus vem para realizar a vontade do Pai – Venha o teu Reino. . .

Apesar de que Jesus foi enviado pelo Pai, vemos que ele decidiu que iria fazer essa missão. Ele concordou com a decisão do Pai, submeteu-se a Ele vindo por sua própria vontade. Jesus alegremente assumiu que veio para essa missão também porque a missão do Pai se tornou a sua própria missão. A obediência era realizada com alegria apesar das lutas que trazia.

A mensagem principal de Jesus era sobre a vinda do Reino de Deus. Jesus veio implantar o reino de Deus sobre a terra. O reino de Deus está presente onde as pessoas permitem que Deus reine em suas vidas. Jesus fez várias referências mostrando que esse reinado já estava presente: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 12:14-15). Está próximo = já está aí

Quando os discípulos de João Batista o perguntam se deveriam ainda esperar pelo Messias, Jesus respondeu: “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Mt 11:4-5). Todas as coisas que o pecado tinha estragado começaram a ser revertidas com a vinda de Jesus – doenças, possessão demoníaca, morte. A vinda de Jesus empurra o reino do inimigo para trás. Mas também existe uma dimensão do Reino que ainda não está entre eles. O Reino já está aqui, mas não na sua totalidade. Doenças, morte, possessão demoníaca continuarão a existir até a volta de Jesus. Quando Jesus voltar tudo será restabelecido ao modelo original. A conversão dos perdidos mostra a vitória do Reino de Deus, mas ainda vai haver muita oposição até a volta de Cristo – muitas pessoas se recusam a confessarem os seus pecados e inclusive trabalham contra esse Reino. Fica evidente a preocupação de Jesus em construir o Reino de Deus. Ele não está lutando por interesses pessoais – ele veio para cumprir a vontade de Deus.

4. Jesus se torna um enviador

Após a sua ressurreição, Jesus passa agora a exercer o papel que o Pai exercera: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio” (Jô 20:21). Ele passa agora a reproduzir os mesmos passos com os discípulos que ele envia

a. Assim como o Pai me enviou eu envio vocês – os discípulos são enviados

b. Jesus é enviado, mas vem porque quer – a missão de Jesus se tornou a missão dos discípulos.

c. Jesus vem para edificar o Reino de Deus – os discípulos lutam para edificar o Reino de Deus.

C – Características do ministério de Jesus

Tentamos mostrar até agora que Jesus é o modelo de missionário que devemos imitar. Mas quais eram as principais características do ministério de Jesus?

1. O ministério de Jesus foi gasto em especial com os rejeitados pela sociedade.

Jesus se volta a todas as pessoas marginalizadas pela sociedade: aos doentes que são segregados por razões cultuais e rituais, às prostitutas e aos pecadores que são maltratados por razões morais e aos cobradores de impostos que são excluídos por razões religiosas e políticas”. Os fariseus e rabinos evitavam o contato com essas pessoas. Mas Jesus estava preocupado com aquelas pessoas que precisavam dele. Ele não tinha tempo para os orgulhosos. Jesus se sentia muito bem com os rejeitados e desprezados pela sociedade, aqueles que estavam desamparados e buscavam ajuda. Alem disso, ele se sentia bem com eles. Mas mesmo que Jesus se coloca ao lado dos oprimidos isso ainda não quer dizer que ele evita e despreza os ricos simplesmente pelo fato de serem ricos. Estes também tiveram parte no reino de Jesus, inclusive entre os 12.

2. Hermenêutica do amor.

Jesus ignorou as convenções legais dos seus dias para atender as necessidades do povo. Ele estava mais preocupado com as necessidades das pessoas do que com as instituições. Jesus curou no sábado. A tradição oral dizia que somente quando houvesse risco de vida podia-se curar no sábado. Para Jesus as necessidades eram mais importantes que a tradição. Jesus falou que a misericórdia era mais importante que o dízimo. Jesus gastava tempo com os pecadores. O seu ministério se concentrou naqueles que estavam abertos para a verdade. “No ministério de Jesus as pessoas importam mais do que regras e rituais. É por isso que, às vezes, o rigor da Lei é intensificado, ao passo que, em outras ocasiões, alguns mandamentos são simplesmente ignorados. . . . Dessa maneira, ele demonstra que é impossível amar a Deus sem amar o próximo. O amor às pessoas necessitadas não é secundário em relação ao amor a Deus. . . . Isso também implica novos critérios para as relações inter-humanas. Os discípulos de Jesus deveriam refletir, em suas relações com outras pessoas, um padrão diferente de elevado e humilde, de grande e pequeno. Eles deveriam fazer isso servindo aos outros ao invés de dominá-los. Nisso imitariam o seu Senhor que lavou os pés deles”.

3. Jesus ministrava para a pessoa toda

Jesus não distinguia entre ação social e evangelismo. A ação social pode levar as pessoas a verem o corpo sem a alma, e o evangelismo a alma sem o corpo. A missão que enfatiza somente um lado corre sérios perigos.

Jesus curava as pessoas, libertava do poder do inimigo e pregava o evangelho. Jesus fazia o bem a todos, independente do retorno que davam. A igreja que só investe onde o retorno é certo e seguro ainda não aprendeu com Jesus a fazer o que é correto independente do retorno que traz. A igreja precisa dar esperança para as pessoas em sua vida sobre a terra e não somente para a vida eterna. Jesus quer reinar aqui sobre a terra e não somente no céu. As pessoas precisam de ajuda aqui e agora. Por outro lado não devemos pensar que podemos construir uma utopia aqui sobre a terra. Enquanto estamos no mundo vamos lutar contra o pecado e suas conseqüências

Conclusão


Como igreja somos enviados a fazer discípulos de todas as nações (Mt 28:18-20). Isso implica em adotar o padrão de Jesus para as nossas vidas e para a obra missionária. Mas como adotar esse padrão em meio a uma sociedade consumista, hedonista e egocêntrica? Precisamos aprender a modelar a nossa vida pelos padrões bíblicos, que são muito diferentes daqueles promovidos pela sociedade (e talvez pelas igrejas) ao nosso redor. Sem disposição para o sacrifício não tomaremos parte na obra missionária. Falamos muito em missões, mas entendemos que isso vai pesar no meu bolso e no meu conforto e quem sabe na minha família? Estamos orando para que os nossos filhos se tornem missionários? Estamos dispostos a entregar os nossos melhores obreiros para a obra missionária? A salvação dos perdidos tem prioridade em nossa vida particular e na vida da igreja? Pertencer a Cristo custa tudo o que somos e temos. Você pertence a Cristo? Colocou tudo o que tem e é à sua disposição? Isso significa que ele pode tomar das suas mãos quando quiser? Que Deus nos ajude na reflexão sobre esse assunto tão importante.

Arthur W. Dück



Bibliografia As idéias para este estudo se baseiam em alguns livros/artigos

Bosch, David J. 2002. Missão transformadora: Mudanças de paradigma na teologia da missão. São Leopoldo: Sinodal.

Harvey, John D. 1998. Mission in Jesus' teaching. In Mission in the New Testament: An Evangelical Approach, ed. William J. Larkin and Joel F. Williams, 30-49. Maryknoll, N.Y.: Orbis

Senior, Donald, and Carroll Stuhlmueller. 1987. Os fundamentos bíblicos da missão. São Paulo: Paulinas

Vicedom, Georg. 1996. A missão como obra de Deus: Introdução à teologia da missão. São Leopoldo: Sinodal.

 

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
10 Espírito Santo
Atualizado: 04 Ago 2010


Pentecostes! Uma bênção ambígua?

Estudar sobre o Espírito Santo é vital para os cristãos. Afinal de contas é a pessoa da Trindade que está presente entre nós continuamente desde Pentecostes. No AT temos a atuação de Deus Pai para com Israel, seu povo. Nos Evangelhos temos a redenção trazida por Deus Filho – Jesus. A partir do livro de Atos, o Espírito Santo está agindo na vida dos cristãos até a volta de Cristo.

A doutrina do Espírito Santo tende a ser mais confusa que as outras doutrinas pois temos menos informação sobre ele do que sobre o Pai e o Filho. Somente João 14-16 fala sistematicamente sobre o Espírito Santo. Aliado a isso também temos dificuldade de fazer uma analogia correta. Entendemos a figura do Pai e do Filho, mas é difícil entender o Espírito. Logo pensamos em algo como um fantasma sem corpo, uma energia, etc., estimulados por imagens que vemos na TV.

Também não sabemos bem como lidar com a Trindade. Tendemos a ver uma subordinação entre eles. Historicamente temos colocado o Pai e o Filho praticamente no mesmo nível e o Espírito abaixo deles. Com o advento do movimento de renovação nas igrejas, o Espírito foi colocado acima do Pai e do Filho.

Vivemos na era do Espírito. Deus achou por bem que a pessoa da Trindade que atuaria entre nós nesse tempo seria o Espírito Santo. Não podemos controlar e nem compreender totalmente a atuação do Espírito em nosso meio. Queremos dar liberdade ao Espírito, mas ao mesmo tempo não queremos nos abrir para manifestações que não provêm de Deus. Será que isso é possível?
Olhando para a Bíblia vemos que o Pentecostes já era aguardado por Israel. O derramamento do Espírito é um sinal claro de que os últimos dias chegaram (Num 11:29; Is 32:15; 44:3; Ez 36:27). Usa-se a linguagem do cumprimento escatológico da promessa do AT (At 2:1) já que Joel 2:28-32 se cumpre na vinda do Espírito. Segundo Witherington, o Pentecostes é um evento central que põe em movimento tudo o que segue. Sem a vinda do Espírito não haveria profecia, nem pregação, nem missão, nem conversão e nem a expansão do cristianismo sobre a terra.. A narrativa de Lucas mostra que o Espírito é recebido também em outras situações além do Pentecostes. Quando outros grupos se voltam para Deus ocorrem novos derramamentos do Espírito o que mostra um movimento progressivo para o cumprimento da profecia de Joel para “todos”. O relato de Pentecostes acaba em At 2:41, depois da conversão das 3000 pessoas como resultado da pregação de Pedro. Mas temos que ler a continuidade de 2:42-47. Aqui temos a figura da comunidade de Jerusalém – o remanescente de Israel restaurado que recebe nova vida do Cristo exaltado através do Espírito Santo. Esse grupo de pessoas se preocupa com o próximo (2:44-45); é caraterizado pela devoção ao ensino dos apóstolos, a comunhão, o partir do pão e a oração (2:42). Essa comunidade se torna o modelo que o Israel antigo deveria ter sido (Ex 19:5-6 – se eles tivessem obedecido a essas leis dadas por Deus a Moisés no Sinai, teriam sido luz para as nações [Is 49:6]). Eles não somente estão juntos com alegria, com o coração sincero adorando a Deus, mas contam com a simpatia de todo povo, e diariamente o Senhor acrescenta outros que estão sendo salvos. Essa comunidade restaurada é apresentada por Lucas como um modelo dos propósitos de Deus para todo o mundo (Köstenberger e O’Brien).
Há muitas coisas que chamam a atenção dos incrédulos. Os sinais realizados pelos apóstolos certamente criaram um impacto em Jerusalém. Deus os usou na época e continua usando esse método nos dias de hoje. Mas me chama a atenção que as pessoas eram atraídas para a igreja como um todo – eles contavam com a simpatia do povo. A igreja estava demonstrando o verdadeiro sinal da vida com Deus que não pode ser imitado por outras fontes: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13:35). O resultado da vinda do Espírito se torna visível na igreja através de suas ações diárias e através das ações esporádicas (milagres) que Deus realiza. Jesus nos ensinou que a prova inconfundível para o mundo da presença de Jesus entre eles seria o amor entre os cristãos. Isso não quer dizer que o amor exclui milagres. Mas muitas vezes buscamos demais os milagres (que Deus realiza) e não estamos tão dispostos a fazer a nossa parte (o amor diário entre os irmãos).
Fica evidente que o Espírito Santo continua a obra de Jesus. A obra de salvação já está completa com a morte e ressurreição de Jesus. Mas os efeitos da salvação não passam automaticamente para todas as pessoas (caso contrário, todos seriam salvos com ou sem qualquer conhecimento e encontro com Deus). Jesus mesmo falou que era bom que ele fosse embora para que o Espírito pudesse vir. O Jesus físico estava limitado a um local por vez, enquanto que o Espírito de Jesus poderia estar presente em todos os locais ao mesmo tempo. O Espírito de Deus convence as pessoas do pecado para que possa haver arrependimento e perdão dos pecados. Dessa forma a obra de Jesus tem efeito na vida das pessoas. Mas a obra do Espirito não se limita a isso. Ele está aí para ajudar a salvação das pessoas a se tornar completa – levar as pessoas à maturidade em Cristo (Ef 4:11-16)
Concordamos com essa base bíblica, mas temos dificuldades na prática. Parece que não conseguimos lidar bem com o Espírito. Isso se mostra basicamente em 2 extremos: 1 – Temos medo de algumas manifestações extremas que vimos/ouvimos de outras igrejas e com isso nos fechamos para a sua atuação. Lá no fundo temos medo de perder o controle das coisas. Temos medo da nossa reputação, medo do desconhecido, e receio dos extremos que poderiam acontecer se nos abríssemos demais;  2 – Nos abrimos de um modo tão escancarado para as manifestações que não há mais filtro algum, a ponto de um pregador afirmar recentemente que “tudo o que vai acontecer de agora em diante [nesse culto] é pelo Espírito”. Quanto mais fora do controle (muitas vezes emocionalmente) mais vemos a atuação do Espírito. Isso se mostra em especial em manifestações “sobrenaturais”. Por causa da nossa cultura, tendemos a ver essas manifestações como vindas diretamente de Deus sem qualquer questionamento. Isso nos leva a uma abertura para qualquer manifestação, inclusive aquelas cuja fonte não podemos discernir claramente (Mat 7:21-24). Certamente nem uma postura nem outra é útil para uma igreja que quer estar de acordo com os princípios bíblicos. Será que existe um ponto de equilíbrio? Existe a possibilidade de estar aberto ao Espírito mas fechado para os espíritos? Quem poderia nos dizer onde ele está e como chegar a ele? Sem saber como encontrar e caminhar no equilíbrio, preferimos não falar sobre o assunto, a não ser quando somos forçados a lidar com ele, ou seja, quando membros das nossas igrejas nos questionam ou então deixam a igreja para se filiar a outra denominação “mais avivada”.
A obra do Espírito nunca está em oposição ou concorrência com a obra de Deus Pai ou Deus Filho. Infelizmente achamos que isso acontece em nossas igrejas. Não queremos controlar o Espírito, mas ao mesmo tempo precisamos de um certo controle para que estejamos dando abertura somente para o Espírito e não para outros espíritos. O controle que precisamos foi colocado por Deus para este fim: são as Escrituras. A Palavra de Deus precisa sempre ser a base sobre a qual edificamos a vida da igreja. Quando a igreja decidiu depender do “Espírito” à parte das Escrituras, trouxe resultados desastrosos. Por outro lado quando a igreja dependeu da Palavra sem a atuação do Espírito percebeu que não havia vida nela. Logo precisamos de ambos. A Bíblia precisa ser a base, mas qual das interpretações adoto, a minha ou da pessoa que discorda de mim? Quem está certo? Precisamos sempre buscar a intenção original do escritor. Para isso precisamos de bons princípios de interpretação e diálogo com outros irmãos, já que temos convicção que a interpretação das Escrituras acontece no âmbito da igreja. A partir dessa base das Escrituras, podemos avaliar muitas “operações” e/ou “manifestações” do Espírito/espíritos. Sempre conferimos para ver se o que está sendo dito está de acordo com as Escrituras (cf. 1 Co 14:29). Aqui precisamos de diálogo e um pouco de tolerância (no bom sentido). Todos temos preconceitos e estes se manifestam quando interpretamos alguns fenômenos. Precisamos estar abertos para questionar as “manifestações” porque a Bíblia nos ensina a provar tudo e reter o que é bom (1 Tess 5:21). Mas esse provar acontece com espírito de humildade sabendo que a nossa percepção é sempre parcial e pode estar sendo controlada por preferências pessoais e não pela Palavra. Não estamos querendo exaltar ou detonar uma manifestação do “Espírito” mas discernir se ela vem de Deus ou de outra fonte. Quando sei que a minha percepção é parcial, estou disposto a ouvir a opinião da outra pessoa (também baseada sobre a mesma base – Bíblia) para poder checar os meus preconceitos e chegar naquilo que Deus mesmo revelou a nós. Desta forma a igreja pode usufruir da grande bênção que é o Espirito Santo e ao mesmo tempo se precaver da influência de outros espíritos que querem trazer confusão e desordem para a igreja. Essa bênção não precisa ser ambígua, se estivermos submissos à Palavra de Deus e à sabedoria dos irmãos maduros das nossas igrejas. Que Deus nos ajude a sermos mais abertos ao Espírito em tudo o que fazemos. Assim estaremos abertos ao Espírito de Deus e controlados pela Palavra de Deus.

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
11 Estudar a Bíblia
Atualizado: 04 Ago 2010


O Espírito Santo interpreta a Bíblia???

É comum ouvir interpretações “interessantes” de textos bíblicos (em Ap 1:8 Deus é apresentado como o Alfa e o Ômega. Em certa igreja o Alfa = caminhão forte Alfa Romeo; e Ômega = relógio pontual). Podemos rir dessa situação, mas lamentar seria mais adequado. Diversas pessoas que interpretam a Palavra dessa maneira ainda afirmam que esta interpretação foi dada pelo “Espírito”. Não há dúvida que precisamos depender do Espírito Santo para nos ajudar em todas as coisas. Mas a Bíblia não ensina que o Espírito Santo vai nos dar a interpretação correta de um texto. Isso pode ser visto quando duas pessoas igualmente sérias em seu compromisso com Deus chegam a interpretações diferentes (que até se contradizem) de um mesmo texto bíblico. A conclusão é que ambos não podem estar certos. Isso mostra que, nem mesmo tendo o Espírito Santo habitando dentro de nós, estamos habilitados a uma interpretação infalível das Escrituras. Mas então como devemos entender o papel da mente humana e o papel do Espírito Santo em nossa compreensão da Bíblia? John Stott em seu livro “Verdade do Evangelho” nos lembra que precisamos fazer uma distinção entre revelação e iluminação.
Revelação “descreve um ato objetivo: o Espírito Santo expõe a glória de Deus na natureza ou através da Escritura.”
Iluminação “descreve um evento subjetivo: o Espírito Santo ilumina nossos olhos para que agora possamos ver o que ele revelou” (Stott 2000, 46).
Stott compara os 2 processos a conhecer o quadro de uma pessoa numa inauguração onde estamos com uma venda nos olhos. Primeiramente o quadro precisa ser descoberto (revelação). Mas a pessoa de olhos vendados ainda não consegue enxergar o quadro. É necessário também o 2º. passo: tirar a venda dos olhos da pessoa (iluminação) para que possa ver o quadro (Stott 2000, 46). A revelação foi dada de forma objetiva através da Bíblia e agora precisamos da iluminação para poder captar o que Deus quis revelar. Como a iluminação é subjetiva, precisamos checar o que entendemos que o Espírito nos mostrou, através de sua revelação objetiva (Bíblia). Precisamos estudar a Bíblia (fazer a nossa parte) e pedir que o Espírito Santo nos ajude no processo de tirar a venda de nossos olhos para que vejamos o que realmente está nas Escrituras. O Espírito Santo não vai soprar em nossos ouvidos o significado da Palavra, mas abre nossos corações pecaminosos para a Palavra e usa os resultados do nosso estudo para transformar as nossas vidas.
            Mas, freqüentemente ouvimos pessoas dizendo que não entendem a Bíblia. Temos que levar em consideração que há em torno de 2.000 anos separando o leitor atual do leitor original, aliado a diferenças culturais e de linguagem. Isso certamente cria dificuldades para o entendimento da Palavra. A Bíblia é um livro fantástico que pode ser entendido em sua grande maioria por pessoas sem muita erudição, e ao mesmo tempo desafia os maiores estudiosos. No entanto, existe diferença entre maneiras de ler e entender o texto.

  1. Método Indutivo. Estudar o texto para encontrar o significado dele.
  2. Método Dedutivo. Usar as ferramentas disponíveis (comentários, dicionários, atlas) para entender o texto de forma mais profunda.
  3. Método Aplicativo. Toma o resultado do método indutivo e dedutivo e aplica o significado do texto em nossa vida cotidiana.

O estudo indutivo é muito importante, mas pode se tornar muito subjetivo, já que lemos o significado de nossos dias para dentro da Bíblia e podemos nos tornar cativos de nossas próprias idéias. O estudo dedutivo pode se tornar acadêmico demais, simplesmente repetindo as conclusões dos outros, tornando-se irrelevante. Assim o estudo indutivo e o dedutivo precisam se complementar. O ideal é estudar indutivamente e buscar respostas através do estudo dedutivo e depois continuar a avaliar de forma indutiva e dedutiva as nossas descobertas. Isso nos leva a entender o texto bíblico mais claramente para poder aplicá-lo. A Bíblia não foi escrita para especialistas, mas para a igreja toda. É verdade que existem aspectos mais complexos nas Escrituras que precisam ser elucidados por estudiosos que gastam muito tempo estudando palavras e buscando as fontes que possam ter influenciado o autor. Mas pessoas da igreja sem muito estudo também podem nos ensinar algo sobre Deus que não tínhamos pensado. Infelizmente por influências variadas, o estudo deixou de ser prioridade nas nossas igrejas. Essa é a realidade de muitos pastores e líderes no mundo todo. A igreja se tornou muito pragmática: mais preocupada com resultados do que com a verdade. Isso impede que estudemos as coisas com maior profundidade. Se tomarmos tempo para orar e ler a Bíblia, Deus tem condições de nos falar através de sua Palavra. Mas isso ainda não resolve a lacuna do estudo dedutivo da Palavra, nem a aplicação aonde o estudo da Bíblia deve nos levar. Sem um aprofundamento maior na Bíblia corremos o perigo de fazer a Bíblia dizer o que é cômodo para nós (ler a Bíblia a nosso favor, ao invés de contra nós). Não deixe passar as oportunidades de um estudo mais aprofundado da Palavra. Conhecer a Deus mais profundamente nos proporciona a oportunidade de amá-lo mais profundamente. Que Deus o ajude a decidir pelas prioridades do Reino.

 

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
12 Bonhoeffer
Atualizado: 04 Ago 2010


Maravilhosa graça! Será que é maravilhosa demais?

 

A Bíblia é um livro fantástico. Ela está repleta de afirmações que nem sempre “caem bem” em nossa mente. Temos a soberania de Deus, e, por outro lado, a importância da decisão pessoal de seguir a Jesus. Devemos nos esforçar na caminhada cristã, mas é Deus que efetua o querer e o realizar (Fp 2:12-13). Os termos graça e compromisso nos trazem problemas similares. Parece que a graça quer nos levar a um comportamento “solto” demais, a uma situação onde “é proibido proibir”. Já que Deus perdoa, não devo me preocupar demais com o pecado, pois já temos crédito com Deus. Por outro lado, o compromisso gera em nós o sentimento de que se nos comportarmos de maneira correta, merecemos um lugar especial no céu. Tendemos ao legalismo e a julgar os outros somente pelos aspectos externos, sem dar importância para a sua intenção. Valorizamos a “fachada” ao invés da vida real com Deus.  Como encontrar um equilíbrio saudável?
Dietrich Bonhoeffer, um dos teólogos importantes do século passado nos ajuda nessa reflexão. Ele nasceu em 1906 numa família rica e decidiu se tornar pastor aos 16 anos de idade. Estudou teologia e exerceu o ministério. Ficou um tempo fora da Alemanha, mas sua consciência o acusou de fugir do povo quando este mais precisava dele: durante e no pós-guerra. Foi proibido de falar e escrever na Alemanha por se opor ao regime nazista. Mesmo sendo pacifista acabou participando de um plano para assassinar Hitler. Foi descoberto e encarcerado por 18 meses, sendo enforcado poucos dias antes do fim da guerra, quando tinha apenas 39 anos de idade. Em seus escritos abordou a questão da graça barata X graça preciosa/custosa.
Bonhoeffer nos ajuda a entender o conceito de graça barata. Para muitas pessoas a essência da graça é que já foi paga adiantada. Já que o preço foi pago, é tudo de graça. Como resultado, as possibilidades de usar e abusar da graça se tornaram infinitas. Graça barata significa justificar o pecado, sem justificar o pecador. A graça barata é a pregação do perdão sem exigir arrependimento, batismo sem disciplina na igreja, comunhão sem confissão, absolvição sem contrição. A grada barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado. A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós mesmos.
Mas a graça não é algo descartável como um R$ 1,99 que encontramos em tantas igrejas, e, talvez até dentro do nosso coração. Bonhoeffer nos lembra que embora a graça seja gratuita, não nos livra de todas as obrigações. É exatamente o oposto. Ela custou de Deus o que tinha de mais precioso, o seu Filho e por isso vai custar muito de nós também: tudo o que temos e somos. Ela exige obediência e uma vida de discipulado. Fomos comprados por um alto preço. Por isso não pode ser barato para nós o que custou tanto a ele
Pergunto-me se a graça barata encontrou espaço nas nossas igrejas justamente pelo fato de que diversos valores do mundo se infiltram sorrateiramente em nosso meio? Sucesso se tornou mais importante do que obediência, exposição na mídia é bem melhor do que sofrimento “fazer” bem mais importante do que “ser”.
A graça barata se manifesta em convites para aceitar a Cristo, sem entender do que se trata, sem arrependimento, sem mudança de vida. É a graça que coloca o ser humano no centro com frases tais como: “Jesus é a melhor opção para a sua vida”; “dê uma chance para Jesus”. Ela se preocupa com um sentimentalismo que não quer deixar Jesus fora de sua vida passando frio quando está nevando lá fora. É a graça que não se preocupa com o seguir diário e com as conseqüências da fé, ela somente promete vantagens: “Jesus é 10”.
Na verdade, o evangelho precisa ser revestido de uma roupagem cultural para que as pessoas possam entendê-lo. Isso é bom e necessário. Mas ao mesmo tempo é extremamente perigoso, porque ao vestir o evangelho com a roupagem local, podemos alterar ou diluir o evangelho de tal maneira que ele perca as suas características. Será que Deus se tornou amigo demais, a ponto de perdermos o respeito pela cruz de Cristo? Será que a graça é tão desprezível, a ponto de ser comprada por R$ 1,99? Essa graça não produz nada duradouro em nossas igrejas. O crescimento dessa igreja é inchaço!

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
13 A recompensa do Cristão
Atualizado: 04 Ago 2010


O que é que eu vou ganhar com isso??!!

Essa frase é uma constante dentro da nossa sociedade. Em parte até se encaixa com uma visão bíblica de mordomia, pois precisamos investir sabiamente os recursos limitados que temos no Reino de Deus. O outro lado da moeda, no entanto, que nem sempre é percebido, é que aplicamos o mesmo princípio para o nosso relacionamento com Deus. Esse pensamento surge de um egocentrismo acentuado, que enxerga Deus como “uma” entre diversas opções. Assim o grande “eu” vai optar pela alternativa que resulte no maior ganho com o menor esforço, e isso geralmente a curto prazo. Na Brasil esse valor está presente de forma ainda mais acentuada pela “Lei de Gerson” = para quem quer levar vantagem em tudo o que faz. Essa postura está tão firmemente arraigada em nossa cultura que nem a percebemos mais. Ela faz parte das coisas óbvias, que não são questionadas. O resultado é que Deus não é mais autoridade sobre as nossas vidas, mas o grande “eu” sabe o que é melhor para si mesmo. Mas isso é diferente do que Jesus viveu e ensinou. Segundo Lincoln Hurst a ética de Jesus se baseava nos seguintes princípios:

  1. Jesus distinguiu entre dois tipos de recompensa. Jesus alertou para que as pessoas não fizessem boas obras com o intuito de serem vistas (Mt 6:2). Quem trabalhar para ser visto, já recebeu o pagamento – reconhecimento das pessoas. O outro tipo não é uma recompensa direta pelo nosso comportamento. Para Jesus as alegrias do Reino são o resultado de sermos um certo tipo de pessoa, uma pessoa moldada pelo caráter de Jesus.
  2. Jesus incentivou a bondade sem interesse. “Se alguém lhe pede para andar uma milha, vá com ele duas” (Mt 5:41). Quando fizer uma festa não convide aqueles que podem retribuir. Encontramos a felicidade porque eles não podem pagar de volta (Lc 14:12-14). Essa atitude não espera retorno. Jesus promete que receberemos a recompensa na vida eterna, mas a motivação não é dominada pela recompensa.
  3. As ações são o fruto do caráter. Jesus mostra que se somos pessoas más. Não há como fazer coisas boas. A árvore precisa ser mudada para produzir bons frutos. Boas ações são o resultado normal de uma pessoa transformada. O que “somos” inevitavelmente transparece através de nossas obras. Isso vai contra os fariseus e Aristóteles que afirmavam que as pessoas precisavam fazer o que era certo até que se tornasse um hábito. Jesus buscava pessoas que não somente faziam o bem, mas pessoas transformadas, que gostavam de praticar o bem simplesmente porque praticar o bem era a única recompensa. A recompensa é se tornar o tipo de pessoa que se alegra em Deus e o glorifica. Muitas alegrias eternas podem ser desfrutadas já sobre a terra por pessoas com a atitude correta (bem-aventuranças). São pessoas que se alegram no Reino de Deus e que encontram a satisfação nele e não nos valores humanos
  4. Jesus repudia o conceito de um contrato moral e justo. Na parábola de Mt 20:1-16 uns trabalharam muitas horas e outros somente uma hora e cada um recebeu o mesmo pagamento. Deus dá às pessoas o que elas precisam, não o que merecem. Cada cristão é servo de Deus que deve obediência total a ele. Mas isso é humanamente impossível. Deus sabe que a salvação somente vem àqueles que sabem que precisam de Deus e que dependem da atuação dele em suas vidas porque nunca poderão merecer a recompensa divina. A obediência também é uma dádiva de Deus.
  5. Para Jesus, Deus é a recompensa suprema. Para as pessoas que não andam nos caminhos de Deus, a sua presença traz o terror. Mas para aqueles que vivem na presença de Deus aqui sobre a terra, não há nada maior do que ver a Deus na vida além (Mt 5:8).
  6. A lei de Reino é a lei do amor. Aqueles que amam colhem a recompensa de serem como o Pai de amor. Jesus ensinou a amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Isso protege o amor de ser meramente humanista, direcionado para os outros, ou uma preocupação grande conosco mesmos. Amar os outros e a si mesmo somente é possível para quem ama a Deus. As pessoas devem imitar a Deus como ele age em amor com as pessoas.

A questão chave na ética de Jesus é a motivação. Não basta fazer as coisas certas exteriormente. Precisamos ser moldados segundo os valores de Jesus que são radicalmente diferentes daqueles apresentados pelo mundo. O nosso coração precisa ser mudado para que busque as coisas do alto. Mas como continuamos com a “velha carcaça” precisamos nos imergir na Bíblia e prestar contas para que nossa mente e valores mundanos seja trazidos à tona para poderem ser trabalhados. Se os valores acima não nos atraem, é porque os valores que aspiramos são diferentes = mundanos. Uma mudança de valores leva tempo e exige trabalho. Deus quer mudança na minha e na sua vida. O que está disposto a fazer para que isso se torne realidade na sua vida?

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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
Professores

Artigos escritos por professores

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1 Fé e Vida Diária
Atualizado: 04 Ago 2010

Fé e Vida Diária

A fé influencia nossa vida diária?

Às vezes, lamento pelos cristãos, percebo que existem épocas na vida deles em que são “obrigados” a crê, a ter fé. Acaba se tornando uma exigência para ser aceito no grupo. Se a minha crença for igual a tua, igual a do grupo, sou aceito. Mas e aquele que não tem necessidade de ser aceito, de pertencer a algo ou alguém, de fazer parte? E se eu não crer e não tiver fé em nada?

Sou livre, não devo satisfação, não sou cobrado, vigiado, julgado – faço o que eu quiser... isso sim é que é vida. Coitado dos outros que vivem com peso na consciência, precisam pedir perdão (490 vezes), precisam amar os inimigos, se humilharem, serem os últimos para não sei quando serem os primeiros. Sei que a comparação é infeliz: fé = televisão... Dificilmente alguém admite que gosta muito da TV, que precisa dela e que ela nos influencia – agora, fique uma semana – 7 dias – sem assistir nada – se um dia já é difícil, imagine 7. Muitas vezes não sabemos direito no que cremos, porque cremos, qual a origem, e vantagem da nossa fé, chegamos a crer que não precisamos dela e ela não nos influencia em nada.

Agora, PARE – PENSE: Como seria se fossemos obrigados a permanecermos um tempo sem acreditar em nada? Se crer/ter fé, gera muitas dúvidas, acredito/tenho fé que não crer/não ter fé gera dúvidas muito maiores.

Lucas é meu aluno, estuda em uma escola particular, tem 17 anos, gosta de jogar bola, ajuda os pais na loja e cursa o terceirão (3º. ano do Ensino Médio), visando o vestibular, e creiam, ele gosta de estudar. Já faz algum tempo em que ele vinha se queixando de dor em uma perna. Diziam pra ele que era dor de crescimento e que tudo estava bem. Mas a dor não dava tréguas. Por isso, resolveu fazer alguns exames mais detalhados – resultado: câncer maligno e ele deveria começar imediatamente com a quimioterapia.

Lucas está sem condições de vir para o colégio. A turma dele, que é muito legal, preparou um envelope e cada um colocou um bilhete dentro com palavras de incentivo e conforto. Eu fui levar o envelope para a mãe dele. Quando me apresentei e falei do que a turma tinha preparado para ele com muito carinho, a senhora me abraça e começa a chorar. Emocionei-me também e ficamos um tempo sem dizer nada. Depois pude falar pra ela que estávamos orando pelo filho dela no nosso grupo familiar e na escola. Como esta mãe ficou mais tranqüila e me agradeceu. O que eu poderia ter dito a ela se eu não tivesse fé? Como consolar a mãe do Lucas se eu não tivesse fé em nada?

Que pobreza...

Que riqueza ter fé em Deus e seu plano para a nossa vida, mesmo que não consigamos entender tudo.

Egon Robert Enns
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04 Ago 2010 Egon Robert Enns
2 Fé e Poder
Atualizado: 04 Ago 2010

Fé e Poder

"Se eu tiver fé, posso qualquer coisa..."

Qualquer pessoa que freqüenta uma igreja utiliza o termo fé com freqüência. É fé para todas as situações que não consegue sozinho. Ter fé que vai conseguir de uma forma ou de outra, vencer a queda de braço com Deus e conseguir o que pede em oração. Ter fé que tudo vai terminar bem, mesmo que as evidências apontam todas para o lado contrário. Ter fé, que um dia Deus vai nos receber de braços aberto na entrada do céu, etc.

Mas o que vem a ser fé? Para essa pergunta, no meio evangélico somente há uma resposta: Trata-se de recitar Hebreus 11:1 “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. Esse versículo é citado, como uma definição do termo fé, sem que se conheça sequer o conteúdo no capitulo 11 de Hebreus, nem o propósito da carta como um todo. Assim, baseado neste versículo, fé pode ser definida de diversas formas: fé é crer no absurdo; fé significa nunca duvidar de nada; fé significa ter certeza que aquilo que eu quero vai se realizar, etc. Esse versículo, fora do seu contexto pode implicar em algo parecido com isso. Mas quando lemos este capítulo e o estudamos um pouco mais a fundo, claramente entendemos que se trata de algo diferente.

Hebreus 11 é chamado do capítulo dos “heróis da fé”. De fato, diversos personagens descritos nesse capítulo são personagens conhecidos do AT que são colocados como modelos de fé para os leitores. Hebreus foi escrito possivelmente para um grupo de judeus na igreja em Roma que consideravam abandonar a igreja e voltar ao Judaísmo. O autor os alerta em toda a carta que estão considerando algo absurdo, já que na própria história de Israel houve aqueles que abandonaram o plano de Deus (que não podia ser visto), que havia sido anunciado pelos mensageiros de Deus. Um grupo desses pereceu no deserto sem entrar na Terra Prometida. Agora algumas pessoas estão pensando em fazer algo parecido, o que é impensável para o autor.

Dentro desse contexto, o autor quer mostrar aos leitores, que respeitam profundamente os personagens do AT, que estes haviam recebido algumas promessas de Deus, concernentes em especial à futura vinda do Messias de Israel. Estas pessoas confiaram tanto naquilo que Deus falou, que viveram como se tudo aquilo fosse de fato ocorrer. Abraão viveu em tendas, porque a sua verdadeira morada não estava sobre a terra. Moisés disse ‘não’ aos prazeres disponíveis na corte do faraó para servir a Deus liderando o povo de Israel para fora do Egito em direção à Terra Prometida, e assim por diante. Diversos destes personagens tiveram experiências incríveis com Deus: experimentaram milagres onde a atuação de Deus eram visível. Mas na metade de Hb 11:35, temos uma quebra significativa no tom da carta. Agora o autor começa a narrar aqueles que tiveram uma fé idêntica aos grandes heróis da fé citados anteriormente, mas estes sofreram muito e até foram martirizados por sua fé. Eles confiaram tanto nas promessas de Deus, que permanecer fiel a Deus era mais importante do que permanecer com vida. O autor de Hebreus não distingue entre eles. Tanto os que humanamente foram bem sucedidos, como aqueles que humanamente “se deram mal” são louvados por Deus pela fé que demonstraram. Eles confiaram mais no plano de Deus do que em seu plano. Eles amaram mais a Deus do que a sua vida. Sua fé não era voltada para o que eles queriam, mas para o que Deus queria. Sua fé não era irracional, mas racional, porque se baseava naquilo que Deus tinha falado. Como Deus era digno de confiança, construíram sua vida sobre a promessa de Deus.

A fé não gera o que queremos. A fé é depositada no Deus todo-poderoso que controla tudo e sabe do que precisamos. É uma fé que abre as mãos e pede que Deus nos capacite a receber aquilo que ele quer nos dar, ao invés de exigir que Deus nos dê aquilo que achamos que merecemos. Confiamos em Deus e não sem nossos sentimentos que são tão volúveis. A fé se volta para Deus e para as restrições que ele estabeleceu. Jesus não poderia, ou melhor não deveria, transformar “pedras em pão” porque estaria usando o seu poder de maneira egoísta. Ao invés disto, Jesus restringiu o seu poder para realizar a vontade de Deus. Da mesma maneira, precisamos focar em Deus, no seu plano, estudar o que ele ensinou e confiar nele, e não em nossa capacidade de manipular Deus a fazer o que nós queremos.

Fé e salvação - Fé e oração

Dr. Arthur W. Duck – Diretor da Faculdade Fidelis.


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04 Ago 2010 Arthur Wesley Dück
3 Fé e Pós-modernidade
Atualizado: 04 Ago 2010
Fé e Pós-modernidade

A Fé Cristã na Pós-modernidade...

Não podemos considerar que apenas os jovens e adolescentes de nossas igrejas é que são impactados pela filosofia deste mundo. A pós-modernidade tem deixado marcas no caráter de todos que vivem inseridos neste mundo. Essa influência se estende a todos os campos de nossa vida e também à nossa fé em Cristo. Nem tudo que é apresentado na pós-modernidade é inútil. É sábio fazer bom uso das possibilidades que esse tempo nos traz. Para que a fé cristã permaneça saudável, é necessário reconhecer alguns aspectos da pós-modernidade:

Vivemos uma época de “paganização”. O místico e o mágico têm dominado todas as esferas, até mesmo dentro da igreja. Estamos vivendo num momento em que cada pessoa tem a sua verdade: A opção por qualquer opção. A sociedade atual está permeada pela ideologia de que cada um pode crer no que quiser e como quiser. O relativismo diante da verdade produz cristãos que não se importam com doutrinas errôneas. A superficialidade nos relacionamentos também é característica de nosso tempo. Os vínculos são imediatistas e supérfluos, não se constroem amizades profundas. As pessoas vivem sozinhas dentro de seus grupos. A fé fica abalada quando o convívio de comunhão cristão é fraco. Somado a isso percebemos que a busca constante pelo prazer, prazer imediato o tempo todo, tem se infiltrado na prática de toda comunidade. A fé é um exercício de disciplina, espera, fidelidade, perseverança e paciência. Estas palavras não são bem vistas na filosofia que nos cerca.

Este imediatismo e hedonismo não valorizam o cristianismo histórico. A fé torna-se empobrecida. Ela transforma-se em algo sem conteúdo, sem os fundamentos que a ortodoxia nos legou. Percebe-se que esta gama de influências é uma declaração de egoísmo total, onde o coletivo não é valorizado. Cada pessoa desenvolve uma visão de mundo, individualista, distante do padrão bíblico. Este individualismo tem produzido pessoas que têm necessidade de reconhecimento público. Escandalizar, se for necessário, até mesmo durante um culto evangélico, o que as pessoas pós-modernas desejam é publicidade, chamar a atenção. A maioria das pessoas nem percebe que é fruto de uma geração que quer quebrar padrões, sem saber a razão para isso. Num mundo onde as instituições são consideradas mortas e inúteis, é necessário que a igreja fuja do institucionalismo e volte / lute para permanecer uma comunidade de fé. A comunhão, o relacionamento, a necessidade de construção de vínculos profundos é uma arma poderosa para suportar a varredura da mentalidade globalizada.

A desconstrução da fé acontece por meio da quebra de valores éticos e morais. Infelizmente a escola, a igreja, a família e outras instituições fundamentais, também sofrem a desvalorização de seus princípios. Muitos dos responsáveis têm sucumbido à pressão da massificação – não são mais modelos a serem imitados.

Estamos inseridos no contexto descrito acima. Não houve um mundo melhor (sempre foi um mundo caído) e nem haverá um mundo perfeito (o paraíso não é aqui). Estamos no mundo e precisamos saber interpretá-lo com as idéias de Jesus Cristo. Ainda há necessidade de amor pelo próximo, luta pela justiça, a prática da solidariedade, o respeito e o diálogo não podem ser esquecidos. A vida é o que ela é, mas há uma linda transformação, e ela nasce individualmente para cada um em Jesus. “Se estivermos em Cristo, as coisas velhas passam, tudo se faz novo”. Mas não num toque de mágica, precisamos usar os métodos de Deus. A renovação vem por meio da fé, que é demonstrada pelo arrependimento, a convicção de pecado. É em confiança que vamos a Cristo e aprendemos DELE a ser mansos e humildes. Essa nova realidade da pós-modernidade é um desafio para os cristãos. Precisamos caminhar com Jesus e pensar como ele. Estudar, ler, ouvir os profetas bíblicos de nossos dias, atuar com determinação. A fé cristã não só deve sobreviver, como ela sobreviverá (dependemos de Deus). Algumas estratégias precisam ser encontradas e aplicadas, outras precisam apenas voltar à ativa, os cristãos podem e estão se reorganizando. Para manter um credo saudável num mundo corrupto vejamos algumas práticas:

Uma ênfase determinada para uma profunda exposição bíblica nas nossas igrejas. Discussão destas idéias (pós-modernas) em pequenos grupos, dirigidos por bons líderes, formados nas nossas bases. Reuniões de comunhão (grupos familiares, nas casas), e atenção especial aos relacionamentos com vínculos profundos e cristãos (discipulado = vida na vida). Cultos interativos onde procuramos também tratar as feridas emocionais do povo de Deus. Enfoque no arrependimento, confissão, serviço ao próximo, amor fraterno, na adoração como estilo de vida e estudo da Palavra, como verdadeiros sintomas de vida avivada. Fugir dos modismos, das pressões externas, viver autenticamente e respeitar a construção histórica que Deus nos deu.
Muitas outras idéias poderiam ser citadas. A fé em Cristo nos dará a vitória contra as ideologias, as filosofias antibíblicas. Fé entre muitas outras coisas é também pensar corretamente, ter a mente de Cristo, pensar de acordo com as verdades absolutas da Bíblia.


Prof. Karl Friesen

 

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04 Ago 2010 Karl Friesen
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